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28 de novembro de 2013

A Lição Bíblica expõe e anula o magnetismo animal

O tema da Lição Bíblica desta semana (novembro de 2013) é: “Denunciadas a  necromancia antiga e a moderna, aliás, o mesmerismo e o hipnotismo”. Esta lição trata das pretensas ou falsas forças que de vez em quando se manifestam e querem governar a nossa vida, nos enganar, nos roubar a nossa energia, a nossa saúde, bem como a nossa alegria, paz e domínio próprio.



Deus nos dotou, como Seus filhos, de dons espirituais para sermos bondosos, pacientes, sábios, vigilantes e ativos:                                                                                            

  • para expressar mais amor abnegado com o nosso próximo;     
  • para ter força e vencer o desânimo, a depressão, a solidão;
  • para superar a pena de si mesmo, o ressentimento;  
  • para orar, ler a Lição Bíblica, e estar em comunhão com Deus; 
  • para ser muito grato ao Amor divino, pois a cada dia coisas maravilhosas estão acontecendo em nossa vida; 
  • para perdoar aos que nos ofenderam ou magoaram; para nos perdoar a nós mesmos.

O nome que Mary Baker Eddy deu para o erro ou mal invisível é "magnetismo animal". Ele designa essa neblina mental não visível, mas que parece existir e complicar as coisas entre os humanos e em tudo na terra, e isso não só de hoje, mas desde os tempos da Bíblia.
O ciúme de Caim contra seu irmão, o induziu a matar Abel. E por quê?  A oferta a Deus feita por Abel havia sido aceita e a de Caim rejeitada. E o magnetismo animal sugeriu a Caim cometer esse ato extremo contra a vida de seu irmão (Ver Gênesis 4). Uma insensatez.

A reação que faz alguém responder ou agredir a outra pessoa com palavras  duras e agressivas visando magoar ou atingir os valores morais de um semelhante é magnetismo animal. Essa agressão pode ser mental.  O ofendido fica remoendo e pensando muitas coisas erradas a respeito da situação e isso faz com que tenha por companhia o magnetismo animal.  É melhor acordar logo, sair dessa situação de estar na penumbra e ir para a luz.

É preciso detectar esse vilão em nosso pensamento e acender a luz espiritual.  Ao iluminarmos com a Verdade divina a nossa própria mente, muitas vezes o problema com a outra pessoa passa a ser inexistente. Sumiu!  Cada um tem de limpar a sua própria casa – sua mente e seu coração.

Não sou eu, nem é você, nem ninguém, mas uma presença – astuta ou ignorante, violenta ou submissa, sugerindo necessidades e desejos carnais  – que se origina da falta de clareza espiritual, falta de luz espiritual em nossa maneira de pensar.  Buscar conhecer melhor os mandamentos, as bem-aventuranças e os ensinamentos de Jesus Cristo. É assim que passamos a ser “Filhos da Luz”.  Essa clareza espiritual é um direito de cada um de nós, para nos sentir em segurança e próximos a Deus, o Amor divino. “Vocês são a luz para o mundo”, falou Jesus Cristo (Mateus 5:14).

Assim como as trevas são o resultado da ausência da luz, segundo Einstein – um estudioso do livro Ciência e Saúde – assim a fraca presença do Espírito, Deus, em nossa consciência individual,  permite que se apresente essa mente mortal ou magnetismo animal, mas que não tem poder, e apenas sugere e nos tenta a pensar ou fazer alguma coisa da qual podemos vir a nos arrepender.



Mas "com Cristo que me fortalece posso enfrentar “ (Filip 4:13) e vencer toda situação, toda circunstância, toda fraqueza, todo o medo, toda a dúvida, toda a impaciência. Somos vitoriosos em Deus!  Agora mesmo, pois “este é o dia da vitória de Deus, o Senhor; que seja para nós um dia de felicidade e alegria!” (Salmo 118:24,NTLH).


Orlando Trentini , CSB                                                                             
Praticista e Professor de Ciência Cristã                                                    
Chácara, MG, Brasil - novembro de 2013



7 de setembro de 2013

O Cristo, a legítima defesa da humanidade


O que significa agir em “legítima defesa”? Será que é possível compreender essa expressão partindo de um enfoque espiritual?

Em seu artigo intitulado “Amai os vossos inimigos”, Mary Baker Eddy apresenta algumas ponderações muito interessantes sobre esse assunto:

“Eu costumava pensar que bastava cumprir as leis de nosso país; que, se um homem apontasse uma arma para meu coração, e se eu, atirando primeiro, pudesse matá-lo e salvar minha própria vida, estaria agindo corretamente.” (Escritos diversos, p. 11)

Mais adiante, ela nos mostra como seu pensamento progrediu na compreensão do papel do Amor divino na defesa de nossos direitos espirituais:

“O amor não proporciona justiça humana, mas sim misericórdia divina. Se nossa vida estivesse sob ataque, e só pudéssemos salvá-la em conformidade com o direito comum, tirando a vida de outra pessoa, acaso preferiríamos sacrificar a nossa própria? Temos de amar nossos inimigos em todas as manifestações pelas quais e nas quais amamos nossos amigos; precisamos até mesmo tentar não expor suas falhas, mas sim lhes fazer o bem sempre que ocorra alguma oportunidade.” (Escritos diversos, p. 11)

Essas passagens me ajudaram compreender que a justiça e a lei divinas estão muito acima das leis humanas que aprovam aquilo que usualmente chamamos de legitima defesa – ou seja, de que, em determinadas circunstâncias, é permitido agredir ou até matar outra pessoa em defesa própria.
Partindo de um enfoque espiritual, Cristo Jesus nos apresentou uma outra maneira – bastante radical – de compreender a ideia de legítima defesa. Seu pensamento elevado, refletido em suas atitudes práticas, nos ensinam que mesmo que o desejo de se defender de uma agressão utilizando atitudes violentas pareça ser algo comum em nossa sociedade, podemos ter uma atitude diferente.

Cristo Jesus demonstrou que os conceitos de amor e de legítima defesa podem andar de mãos dadas! No momento de sua crucificação, ele se recusou a apelar para leis humanas ou a se rebelar, mesmo estando certo de sua inocência. Mas tendo a consciência de que o Amor divino é para todos, Jesus demonstrou que o direito divino está muito além do mero viver ou morrer na matéria.

Foi essa compreensão tão clara de seus direitos espirituais que permitiu que demonstrasse, por meio de sua ressurreição, que a vida não está na matéria e nem é de matéria, revelando que “... o ‘perfeito Amor’ que ‘lança fora o medo’ é uma defesa segura.” (Escritos Diversos, p. 229).
  
Ao refletir sobre essa postura radical de Cristo Jesus, pude compreender que ele demonstrou a única e verdadeira forma de legítima defesa. E nossa natureza espiritual, como reflexos do Amor divino, permite-nos seguir seu exemplo em nossa vida prática. Possibilita-nos viver essa atitude radical do bem, e fundamentar nossas vidas e nossas relações com aqueles que nos cercam em um comprometimento firme com a expressão do Amor divino.

Algum tempo atrás, ao passar por desentendimentos com um vizinho que compartilhava sua garagem comigo, tive a oportunidade de colocar em prática esse amor incondicional do Cristo. Após algumas confusões a respeito do uso da garagem, meu vizinho começou a apresentar um comportamento bastante alterado e agressivo comigo.

Ora, ninguém gosta de ser maltratado, e, é claro, eu não queria engolir sapos! Mas nesse momento, ao invés de reagir e pagar “agressão com agressão”, senti que o Cristo tocou minha consciência e me deu forças para responder com uma atitude amorosa. De início não foi fácil, e eu tive de persistir no Amor durante meses. Mas o resultado valeu a pena! Pouco a pouco meu vizinho começou a se acalmar, a situação que envolvia o uso da garagem foi resolvida de maneira harmoniosa e hoje sou muito grato por desfrutar de nossa amizade.

Essa curta experiência me fez compreender que o Amor divino incondicional manifestado por cada um de nós transcende as normas e conceitos de lei humanos. Mesmo que de maneiras mais modestas, todos nós podemos refletir o mesmo amor expresso por Cristo Jesus e amar o próximo como a nós mesmos. Ao demonstrar em nossas próprias vidas essa compreensão mais elevada de legítima defesa, nós reconhecemos que estamos unidos a Deus de maneira indissolúvel. Nunca estamos vulneráveis ou indefesos. O nosso direito ao bem está legitimamente protegido por meio do amor do Cristo. E ninguém pode ficar fora desse amor.