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9 de setembro de 2018

Sujeitos a Deus, e a nada mais

 “O homem deve obediência a Deus, o Espírito, e a nada mais” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 481). Este trecho poderia ser traduzido de outras maneiras, que são interessantes de se considerar, como por exemplo: “O homem é tributário de Deus, o Espírito, e de nada mais”. “O homem está subordinado a Deus, o Espírito, e a nada mais”. “O homem está sob o controle de Deus, o Espírito, e de nada mais”. “O homem está sujeito a Deus, o Espírito, e a nada mais”.

Eu gosto de orar, reconhecendo que não sou subordinado ao corpo material. Eu sou senhor deste corpo material. Eu sou subordinado a Deus, o Espírito, e a nada mais. E Deus me deu domínio sobre o corpo.


Parece que estamos sujeitos à matéria: à comida, à poluição, ao frio, ao calor, a órgãos materiais, que podem não funcionar bem, a células cancerígenas, etc. Parece que tudo isso pode afetar nossa saúde. Mas a saúde é uma qualidade de Deus, que nós refletimos, e ela é inabalável e indestrutível. O homem real, espiritual, não está sujeito à matéria de nenhum tipo. Ele não está sujeito a doenças. Ele “está sujeito a Deus, o Espírito, e a nada mais”. Deus só causa o bem. Deus é o bem. E nós só estamos sujeitos ao bem, e a nada mais. 

Se fala muito de hormônios, que eles supostamente afetam nosso humor, podem causar instabilidade física e emocional, nos levar a ser agressivos, etc. Isso não é a verdade espiritual a nosso respeito, e nós não precisamos aceitar essas crenças. Nós, homens e mulheres, não estamos sob o controle de hormônios, cada um de nós “está sob o controle de Deus, o Espírito, e de nada mais”.

Dizem que estamos sujeitos a vírus, bactérias, e outros micro-organismos nocivos à nossa saúde. Isso é uma crença humana. A Ciência Cristã ajuda a elevar nosso pensamento à realidade espiritual de que não estamos sujeitos a tais micro-organismos, estamos sujeitos “a Deus, o Espírito, e a nada mais”. Estamos sujeitos ao Amor, à Vida, à Verdade, que nos dá saúde, harmonia, paz, equilíbrio, ordem, perfeição. Essa é a verdade espiritual a nosso respeito!


Parece também que estamos sujeitos a leis materiais: de que temos que dormir tantas horas, de que, com o passar do tempo, vamos envelhecer ou decair, de que certas circunstâncias causam doenças ou mal-estar. Isso são crenças, não verdades espirituais. A Bíblia diz que “o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é nosso legislador, o Senhor é o nosso Rei; Ele nos salvará” (Isaías 33:22). Nós somos regidos somente pelas leis espirituais que Deus outorgou. A lei da saúde, da santidade, da imortalidade, a lei do progresso, a lei da liberdade, a lei divina do ajustamento, a lei de que o suprimento sempre atende a demanda, a lei do bem. Essas são as verdadeiras leis que nos regem, e à qual estamos sujeitos.

Não estamos sujeitos a pessoas, a ladrões, a políticos corruptos. Estamos sujeitos “a Deus, a Verdade, o Amor, e a nada mais”. Vamos afirmar e reconhecer essa verdade espiritual para nós e para todos! 

Lembrando que isso não é fugir da realidade. Isso é fugir da irrealidade e ir para a realidade. Escapar da irrealidade material e refugiar-se na realidade espiritual. Isso nos trás conforto, paz, proteção e cura!


29 de março de 2018

Armados... de Amor

Frequentemente se reacende o debate em relação ao desarmamento ou ao direito de possuir uma arma para autodefesa.

Quem não tem uma arma às vezes pode sentir-se desprotegido, incapaz de defender-se de ladrões. Quem tem uma arma em casa teme que seus filhos a achem e, brincando, façam algo errado. Quem carrega uma arma consigo, ou no carro, corre o risco de ficar com raiva e fazer alguma besteira da qual se arrependerá depois. Conclui-se que tanto a pessoa que tem como a que não tem uma arma sente-se insegura.

No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy nos apresenta um jeito radicalmente diferente de se armar. Referindo-se a Cristo Jesus, ela escreveu: “O ‘homem de dores’ foi quem melhor compreendeu a nulidade da vida e da inteligência materiais e a poderosa realidade de Deus, o bem, que inclui tudo. Eram esses os dois pontos cardeais da cura-pela-Mente, isto é, da Ciência Cristã, que o armaram de Amor” (p.52).


Em vez de carregar armas materiais, Jesus armava-se com a compreensão da Verdade e do Amor divinos. Dentro e fora de casa, em todos os momentos, ele andava armado com o Amor. Isso possibilitou-o a agir corretamente, ou simplesmente a não reagir, quando ele era desafiado ou provocado.

Quando aprendi essas ideias, resolvi colocá-las em prática. Eu aprecio muito o silêncio de minha casa, principalmente quando estou estudando, orando ou dormindo. Mas, às vezes, sou interrompido ou despertado por um carro que passa com o som excessivamente alto, ou por uma motocicleta com motor barulhento, ou por gente gritando na rua. Fico muito bravo quando isso ocorre, às vezes xingo e fico me remoendo de raiva devido à falta de respeito por parte dessas pessoas.

Porém, quando resolvi ficar com o pensamento armado de Amor, isso me possibilitou perdoar instantaneamente essas pessoas, livrar-me da raiva e manter-me em paz. Estar armado de Amor me trouxe bênçãos instantâneas.

Quadro de Augusto Sanchez - Saatchi Art

Armado com o Amor eu sou capaz de espontaneamente ajudar uma pessoa na rua, sem ficar pensando “será que devo ou não devo ajudar”. Eu simplesmente ajudo.

Armado com o Amor eu fico livre do medo, pois “no Amor não existe medo; antes, o perfeito Amor lança fora o medo” (1 João 4:18).

Sim, o Amor é uma excelente arma que podemos carregar sempre conosco, usar em todas as situações e ensinar nosso filhos a usar também. Uma arma eficaz para trazer o bem à tona em todas as situações.


2 de julho de 2015

Um com Deus

“Jesus de Nazaré ensinou e demonstrou o fato de que o homem e o Pai são um, e por essa razão lhe devemos perene homenagem” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, p. 18).

Lendo esta passagem, me chamou a atenção “o fato de que o homem e o Pai são um”. Esse fato espiritual é de suma importância para todos nós. O homem e Deus são um. Não são dois, um na terra e outro no céu, um mau e outro Bom, um corrompido e outro eternamente incorruptível, um que envelhece outro eternamente jovial. Não são dois, são um. O homem e o Pai são unidos, eternamente conectados, como o sol e seus raios, inseparáveis um do outro. O homem precisa de Deus para viver e Deus precisa do homem para Se manifestar.


“Pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17:28). Isso significa que jamais podemos estar separados de Deus, de nosso Pai-Mãe, que nos ama e carinhosamente cuida de nós. Isso significa que jamais podemos estar em perigo, pois somos um com o Pai protetor, estamos revestidos com a armadura impenetrável do Amor, onde estamos totalmente seguros e protegidos.

Ser um com Deus significa que nunca estamos sozinhos. Nem nossos filhos podem estar sozinhos ou mal acompanhados, pois todos nós temos a eterna companhia de nosso Pai-Mãe Deus.


Isso significa que jamais podemos ficar doentes, porque somos unidos a Deus, a fonte infinita e inesgotável da saúde e da harmonia. Isso significa que jamais podemos decair, envelhecer ou morrer, pois somos unidos a Deus, que é a Vida imortal, infinita, eterna.

Ser um com o Pai significa que jamais podemos pecar, pois refletimos e manifestamos a santidade pura e inviolável de nossa Mãe espiritual, o Deus perfeito.

Nenhum filho de Deus pode ser corrupto ou corrompido, pois ele é um com o Princípio, Deus, que é correto e incorruptível. Nenhum filho de Deus é mentiroso nem desonesto, pois ele é um com a Verdade. Nenhum filho de Deus é egoísta nem odioso, pois ele é um com o Amor, Todo-Amoroso e Todo-Poderoso. Nenhum filho de Deus é medroso, pois ele é um com o Amor, que “lança fora o medo” (1 João 4:18).

Ser um como Espírito significa que não podemos ser materialistas, nem amar as coisas materiais mais do que amamos a nosso próximo. Ser um com a Alma significa que nunca podemos ficar desanimados, nem perder a esperança em Deus.


Ser um com a Mente significa que manifestamos toda a inteligência e sabedoria de Deus, que é a Mente infinita, onisciente. Significa que só pensamos o que Deus pensa e só sabemos o que Deus sabe. Esse fato espiritual nos impede de acreditarmos nas mentiras que os sentidos materiais nos apresentam. Se Deus não se ilude com essas mentiras, tampouco nós podemos nos iludir, pois somos um com a Mente, que sabe tudo e nos revela o que é verdadeiro.

Ser um com Deus significa que jamais podemos estar privados do bem, pois Deus é o Bem infinito, a fonte infinita do bem e das inumeráveis bênçãos que se desdobram continuamente em nossa experiência.


São realmente ilimitadas as bênçãos que advêm da compreensão de que Deus e o homem são um. Vale a pena manter esse fato espiritual sempre no pensamento, quando oramos por nós e pelos outros. 

5 de agosto de 2014

O homem é sujeito a Deus, e a nada mais


Esta manhã eu li o seguinte trecho do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy: “O homem deve obediência a Deus, o Espírito, e a nada mais” (p.481).

Conhecendo o original em inglês, sei que este trecho poderia ser traduzido de mais duas formas: “O homem está sob o controle de Deus, o Espírito, e de nada mais” ou “O homem é sujeito a Deus, o Espírito, e a nada mais”.

Assim, percebi que este trecho pode ser desdobrado em diversas orações de negação do erro e afirmação da Verdade para nós e para toda a humanidade. Eis alguns exemplos:

Eu não devo obediência ao corpo material, com suas vontades e caprichos. Eu só devo obediência a Deus, o Espírito, e a nada mais.

Eu não devo obediência às supostas leis materiais. Eu só devo obediência a Deus, o Princípio, e às Suas leis divinas de saúde, santidade, suprimento, harmonia, liberdade e imortalidade.

Eu não sou sujeito ao tempo (ao envelhecimento ou ao declínio). Eu só sou sujeito à Vida eterna, incorpórea, incansável, inesgotável, infinita.

Eu não estou sujeito ao clima (frio, calor, chuvas, ar seco, etc.). Eu só estou sujeito à atmosfera salutar do Amor divino que enche todo o espaço. Eu só estou sujeito à atmosfera mental saudável proporcionada pela Mente divina e Seus pensamentos.

Eu não sou sujeito ao desânimo. Eu sou sujeito a Deus, a Alma, que me anima a todo momento.

Eu não sou sujeito ao medo. Eu só sou sujeito a Deus, o perfeito Amor, que lança fora o medo. Esse Pai-Mãe sempre presente me conforta e me encoraja a todo instante.

Eu não estou sob o controle de hormônios. Eu estou sob o controle carinhoso do Espírito, que me liberta da crença de que hormônios tenham influência sobre mim.

Eu não estou sujeito a pessoas. Eu só sou sujeito a Deus.
No trabalho, eu não estou sujeito a meu chefe humano, eu só estou sujeito a Deus, o Chefe supremo de todos. Todos estamos sob o controle dEle.
Em nosso país, não estamos sujeitos a governantes humanos. Nós só estamos sob o controle de Deus, o Governador supremo, que governa a todos com perfeita sabedoria, amor e justiça.

Eu não estou sujeito a acidentes. Eu só estou sujeito à direção infalível de Deus.

Eu não estou sujeito à desonestidade. Eu só sou sujeito à Verdade e à perfeita honestidade e integridade que Ela manifesta em todos os Seus filhos.

Eu não sou sujeito ao erro. Eu só sou sujeito à Verdade que destrói o erro.

Eu não estou sujeito ao ódio, nem à violência psicológica ou física. Eu só sou sujeito ao Amor divino, que me envolve e me protege como uma armadura impenetrável.

Eu não estou sob o controle da minha própria mente humana, com suas aparentes limitações, crenças e defeitos. Eu só estou sob o controle da Mente divina, que me corrige e me governa, que me inspira o caminho, que, na hora certa, me revela tudo o que eu tenho que saber e fazer.

Eu não sou sujeito a crenças coletivas, nem ao que os outros pensam a meu respeito. Eu só sou sujeito ao que a Mente divina pensa e sabe a meu respeito.

Eu não estou sujeito à influência de outras pessoas, da mídia ou da cultura. Eu só estou sujeito à “influencia divina, sempre presente na consciência humana” (Ciência e Saúde, p.xi). Eu só estou sujeito à Mente divina e a Suas ideias boas, puras, verdadeiras e poderosas, que ocupam todo o meu pensamento a todo momento.

Eu não sou sujeito ao contágio. Eu só sou sujeito à saúde contagiante de Deus. Eu só estou sujeito às ideias saudáveis e salutares que vêm de Deus para mim e para todos.

Eu não estou sujeito a doenças. Eu só estou sujeito a perfeita saúde que é uma qualidade poderosa de Deus, e que é refletida por mim e por todos.

Eu não sou sujeito ao pecado. Nem ao meu pecado, nem ao dos outros. Eu só sou sujeito a Deus e à Sua santidade que é manifestada por todos os Seus filhos.

Eu não sou sujeito à morte. Eu só sou sujeito à Vida que é Deus, imortal, eterna, indestrutível, infinita.

Eu não estou sujeito à falta ou à carência. Eu só estou sujeito ao Amor divino, que sempre satisfaz a toda necessidade humana.

Eu não estou sujeito ao mal, sob nenhum disfarce. Eu sou sujeito a Deus, o bem onipresente, onisciente, onipotente... e a nada mais.

Fiquei maravilhado ao perceber como esse simples trecho de Ciência e Saúde pode ser desdobrado de diversas maneiras e transformado em uma oração prática e completa, que nos abençoa muito.


2 de junho de 2014

O Pai presente

Estudos sobre criminalidade indicam cinco fatores de risco que contribuem para conduzir uma criança a ser um futuro criminoso:

  1) Lar com pai (ou mãe) ausentes.
  2) Ser filho de mãe adolescente.
  3) Ser filho de mãe com baixa instrução.
  4) Ser indesejado (os pais não queriam ter o filho).
  5) Pobreza.

Nós podemos combater a crença de que um filho de Deus esteja sujeito a todos esses fatores de risco quando reconhecemos as seguintes verdades apresentadas pela Ciência Cristã:

  1) Deus é Pai e Mãe presente. Onipresente. Deus é a única presença. Deus está em todo lugar e todos nós estamos em Deus, existimos em Deus. Deus é muito mais presente do que um pai ou mãe humanos podem ser, pois Deus está sempre com Seus filhos, quando eles estão na escola, voltando pra casa, brincando na rua, a todos os momentos. Deus é um Pai presente e amoroso, que cuida maravilhosamente bem de Seus filhos.


  2) Independente da idade da mãe humana, o filho está sujeito aos cuidados do Pai eterno, que sabe muito bem como cuidar de Seus filhos.

  3) Independente do grau de instrução de nossa mãe humana, Deus é nossa verdadeira Mãe. E Deus é mais do que uma mãe instruída, Deus é onisciente, Deus sabe tudo e sabe exatamente o que é melhor para Seus filhos. A Mãe-Deus onisciente e onipresente educa muito bem os Seus filhos, ensinando-os tudo o que eles precisam saber para serem cidadãos produtivos e felizes, que contribuem para o bem da sociedade.  


  4) Para Deus não há filhos indesejados. Deus nos deseja. Deus nos aprecia. Ele nos ama infinitamente e nos quer bem. Nada pode impedir que cada um de nós sinta esse amor infinito de Deus. Esse Amor nos envolve, nos cerca, nos protege, nos abraça com carinho. Todos nós sentimos esse Amor. E “o Amor se reflete em amor”[1]. Todos nós, sem exceção, somos um com Deus e refletimos o Amor que é Deus.

  5) Deus é um Pai rico. Infinitamente rico. Ele tem toda a riqueza do mundo e a compartilha com todos nós. É uma riqueza espiritual, que não se esgota, mas só se multiplica. É a inteligência, sabedoria, vitalidade, amor, honestidade, saúde, alegria, paz, liberdade... Estas são qualidades de Deus refletidas por nós e constituem a verdadeira riqueza espiritual, que nos traz real satisfação e enche nosso coração de gratidão e felicidade.

Como é bom termos a convicção espiritual de que Deus é um Pai-Mãe presente, que cuida, educa e ama a todos os Seus filhos, sempre. Todos os filhos de Deus sentem e refletem esse Amor infinito. Independente do cenário humano em que crescem, todos os filhos de Deus herdam a natureza divina e não têm nenhuma propensão para pecar. O que eles têm é uma irresistível propensão para amar e fazer o bem.



[1] Mary Baker Eddy, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p.17.

7 de setembro de 2013

O Cristo, a legítima defesa da humanidade


O que significa agir em “legítima defesa”? Será que é possível compreender essa expressão partindo de um enfoque espiritual?

Em seu artigo intitulado “Amai os vossos inimigos”, Mary Baker Eddy apresenta algumas ponderações muito interessantes sobre esse assunto:

Eu costumava pensar que bastava cumprir as leis de nosso país; que, se um homem apontasse uma arma para meu coração, e se eu, atirando primeiro, pudesse matá-lo e salvar minha própria vida, estaria agindo corretamente. (Escritos diversos, p. 11)

Mais adiante, ela nos mostra como seu pensamento progrediu na compreensão do papel do Amor divino na defesa de nossos direitos espirituais:

“O amor não proporciona justiça humana, mas sim misericórdia divina. Se nossa vida estivesse sob ataque, e só pudéssemos salvá-la em conformidade com o direito comum, tirando a vida de outra pessoa, acaso preferiríamos sacrificar a nossa própria? Temos de amar nossos inimigos em todas as manifestações pelas quais e nas quais amamos nossos amigos; precisamos até mesmo tentar não expor suas falhas, mas sim lhes fazer o bem sempre que ocorra alguma oportunidade.” (Escritos diversos, p. 11)

Essas passagens me ajudaram compreender que a justiça e a lei divinas estão muito acima das leis humanas que aprovam aquilo que usualmente chamamos de legitima defesa – ou seja, de que, em determinadas circunstâncias, é permitido agredir ou até matar outra pessoa em defesa própria.
Partindo de um enfoque espiritual, Cristo Jesus nos apresentou uma outra maneira – bastante radical – de compreender a ideia de legítima defesa. Seu pensamento elevado, refletido em suas atitudes práticas, nos ensinam que mesmo que o desejo de se defender de uma agressão utilizando atitudes violentas pareça ser algo comum em nossa sociedade, podemos ter uma atitude diferente.

Cristo Jesus demonstrou que os conceitos de amor e de legítima defesa podem andar de mãos dadas! No momento de sua crucificação, ele se recusou a apelar para leis humanas ou a se rebelar, mesmo estando certo de sua inocência. Mas tendo a consciência de que o Amor divino é para todos, Jesus demonstrou que o direito divino está muito além do mero viver ou morrer na matéria.

Foi essa compreensão tão clara de seus direitos espirituais que permitiu que demonstrasse, por meio de sua ressurreição, que a vida não está na matéria e nem é de matéria, revelando que “... o ‘perfeito Amor’ que ‘lança fora o medo’ é uma defesa segura.” (Escritos Diversos, p. 229).
  
Ao refletir sobre essa postura radical de Cristo Jesus, pude compreender que ele demonstrou a única e verdadeira forma de legítima defesa. E nossa natureza espiritual, como reflexos do Amor divino, permite-nos seguir seu exemplo em nossa vida prática. Possibilita-nos viver essa atitude radical do bem, e fundamentar nossas vidas e nossas relações com aqueles que nos cercam em um comprometimento firme com a expressão do Amor divino.

Algum tempo atrás, ao passar por desentendimentos com um vizinho que compartilhava sua garagem comigo, tive a oportunidade de colocar em prática esse amor incondicional do Cristo. Após algumas confusões a respeito do uso da garagem, meu vizinho começou a apresentar um comportamento bastante alterado e agressivo comigo.

Ora, ninguém gosta de ser maltratado, e, é claro, eu não queria engolir sapos! Mas nesse momento, ao invés de reagir e pagar “agressão com agressão”, senti que o Cristo tocou minha consciência e me deu forças para responder com uma atitude amorosa. De início não foi fácil, e eu tive de persistir no Amor durante meses. Mas o resultado valeu a pena! Pouco a pouco meu vizinho começou a se acalmar, a situação que envolvia o uso da garagem foi resolvida de maneira harmoniosa e hoje sou muito grato por desfrutar de nossa amizade.

Essa curta experiência me fez compreender que o Amor divino incondicional manifestado por cada um de nós transcende as normas e conceitos de lei humanos. Mesmo que de maneiras mais modestas, todos nós podemos refletir o mesmo amor expresso por Cristo Jesus e amar o próximo como a nós mesmos. Ao demonstrar em nossas próprias vidas essa compreensão mais elevada de legítima defesa, nós reconhecemos que estamos unidos a Deus de maneira indissolúvel. Nunca estamos vulneráveis ou indefesos. O nosso direito ao bem está legitimamente protegido por meio do amor do Cristo. E ninguém pode ficar fora desse amor.

13 de agosto de 2013

Verdades divinas que detêm o crime


Ao caminhar pela calçada em frente ao prédio onde moro, vi do outro lado da rua dois meninos assaltarem uma mulher e saírem correndo.  Não tive reação imediata. Só observei que a mulher se recompôs e voltou a seguir seu caminho. Depois fiquei triste comigo mesmo, pois achei que devia ter corrido atrás dos garotos gritando “pega ladrão” ou ter ligado pra polícia imediatamente.

Mas lembrei do trecho da Bíblia: “as armas de nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus” (2 Corintios 10:4).  Senti que Deus estava me convidando para ter uma reação mais elevada e eficiente contra o crime: a oração.

Voltei pra casa e comecei a orar, mas com uma dúvida: será que minha oração poderia abençoar aquela situação? Será que aqueles meninos continuariam a andar pelo meu bairro assaltando outras pessoas? Como minha oração poderia ajudar a detê-los? Apesar das dúvidas, voltei-me de todo o coração a Deus em oração, tentando ouvir o que Ele me diria.

Lembrei de um trecho do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, que diz em relação a alguém que age como um criminoso: “Deus o prenderá. A justiça divina o manietará” (p.105). Eu afirmei essas duas verdades em minha oração, porém percebi que não estava tendo fé no que afirmava. Pensei: será que eu realmente acredito que Deus tem poder de prender esses dois criminosos e algemá-los?

Por que não? Deus é onipresente, portanto eles não podem estar fora da presença de Deus. Deus é onipotente, ou seja, tem todo o poder para detê-los e impedi-los de cometerem mais crimes. Deus é Mente, Ele é a única fonte de ideias para aqueles garotos. Tudo o que eles pensam vêm de Deus, a Mente única. E dessa Mente só podem vir pensamentos bons, que os guia a fazerem coisas boas e corretas. Eles não existem separados da Mente divina. Eles não têm mentes próprias, que caem em tentação de fazer o mal, iludidos de que se beneficiarão com o prejuízo de outros. Não. Eles só podem pensar o que Deus pensa, só podem ter pensamentos de amor.

Lembrei de outro trecho de Ciência e Saúde que diz: “A Ciência Cristã revela que a Verdade e o Amor são as forças motrizes do homem” (p. 490). Reconheci em minha oração que aqueles meninos são movidos e impulsionados pela Verdade e o Amor, portanto não tinham poder para fazer algo ruim. Cada pensamento e ato deles só pode provir de Deus, portanto eles só podem fazer o bem.

Eles não têm mente separada de Deus, para pensar errado. Eles não têm vida separada de Deus para agir errado.  Eles não têm poder separado de Deus, para fazer o mal. Eles não tem nada que não lhes provenha de Deus. Eles não são nada sem Deus. E com Deus eles só podem fazer o bem.

 O que eu tinha presenciado era um não-evento, um sonho mortal de que exista três pessoas separadas de Deus, girando em órbita própria: dois perpetradores e uma vítima de um crime. Em realidade nada pode separá-los do amor de Deus. A mulher estava revestida com a armadura do Amor e não foi tocada pelo ódio. E os meninos são incapazes de expressar uma qualidade que não venha de Deus, pois eles também estão unidos a Deus. Os três vivem, se movem e existem em Deus, o Bem, portanto não podem ser vítimas nem perpetradores do mal.

Eu estava me “apressando em compreender que a Vida é Deus, o bem, e que em realidade o mal não tem lugar nem poder na economia, quer humana, quer divina” (Ciência e Saúde, p. 327). O mal não tem lugar nem poder na minha rua, nem em qualquer outro lugar do planeta, pois Deus, o bem, é tudo e enche todo o espaço.

Também tive a certeza de que “o Amor divino corrige e governa o homem” e que “só esse Princípio divino reforma o pecador”. Sei que os dois garotos estão sendo constantemente corrigidos, reformados e governados pelo Amor onipresente, portanto estão impedidos de cometer mais erros, mas são compelidos por Deus a acertar, a fazer o bem.

Com toda essa oração eu fiquei em paz, e convicto de que Deus, o Amor onipotente, realmente estava atuando e que prendera aqueles dois meninos, ou seja, prendera o pensamento deles à verdade de que eram filhos de Deus, capazes de fazer somente o bem. Essa verdade os liberta do crime.

Todas as verdades espirituais reconhecidas nessa oração são potentes para deter o crime em nossas ruas e em todos os escalões do governo de nosso país. É a Verdade que liberta o nosso pensamento de todo erro, e destrói toda crença no mal e todo medo do mal, e os substitui pela compreensão de que Deus, o Bem infinito, ocupa todo o espaço e tem todo o poder, pois Deus, o Amor, é Tudo-em-todos.