Mostrando postagens com marcador infinito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador infinito. Mostrar todas as postagens

7 de novembro de 2015

Amar com Amor divino

Apesar de não ter filhos, eu gosto muito de crianças. Tenho muita amizade com uma família da igreja que tem dois filhos. De vez em quando, costumo levar essas crianças para passear no parque ou no cinema. Porém, eu notava que, ao final do passeio, quase sempre eu me sentia esgotado. E, quando entregava as crianças de volta para a mãe delas, eu me sentia aliviado. As crianças pareciam demandar tanto da minha atenção, que não aguentava ficar muito tempo com elas.

Certo domingo, eu tinha planejado sair de novo com essas crianças. Pela manhã, estudando a Lição Bíblica, eu fiquei pensando no primeiro mandamento: “Não terás outros deuses diante de Mim” (Êxodo 20:3). Como sei que Deus é Amor, eu substituí a palavra “deuses” pela palavra “amores”. E afirmei: Eu não posso ter outros amores além do Amor, que é Deus. Pensei que eu não devia amar aquelas crianças com um amor humano, pessoal, limitado. Pois esse amor humano se esgota facilmente. Eu devia amá-las com o Amor divino, que é espiritual, impessoal e infinito. Esse Amor é inesgotável, nunca se cansa de amar. E eu sou a expressão infinita desse Amor infinito. Essa maneira de pensar me trouxe paz.

De tarde, eu levei as crianças para passear. Percebi que estava muito mais carinhoso e paciente com elas do que anteriormente. O passeio foi muito divertido e, ao deixá-las em casa, percebi que não estava nem um pouco cansado delas. Eu as tinha amado, não com um amor que vinha de mim, mas com o amor que vem de Deus, refletindo o Amor que é Deus. Assim pude perceber claramente a diferença entre amar com amor humano e amar com o Amor divino, que é infinito, Todo-Amoroso. É uma benção maravilhosa amar com esse Amor.

22 de julho de 2014

Em Deus















Deus está em cima, embaixo, à frente, atrás.
Em Deus estou em paz.

Sozinho eu não consigo,
mas em Deus eu sou capaz;
em Deus sou perspicaz.

Em Deus faço proezas,
manifesto nobreza, pureza,
fortaleza, inteireza.

Em Deus
reflito a beleza divinal
e desfruto da riqueza espiritual.

Em Deus eu sou guiado.
Em Deus estou sempre amparado.

Em Deus me sinto acolhido.
Em Deus estou sempre protegido.

Em Deus não sinto temor.
Em Deus só sinto o Amor.

Em Deus tenho infalível virtude.
Em Deus tenho perfeita saúde.

Em Deus tenho perpétua energia.
Em Deus tenho infinita alegria.

Em Deus destruo a crença no mal.
Em Deus tenho liberdade total.

Em Deus tenho todo o bem.
Em Deus eu digo “amém”.














Poema inspirado em Salmos 108:13 – “Em Deus faremos proezas”.

------------
Perspicaz: Que vê bem; que percebe, que compreende com facilidade. Que tem agudeza de espírito, sagaz, inteligente; talentoso.

Para o significado de “amém”, veja este link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Amém

29 de julho de 2013

Sê tu uma bênção!

"Para os que se apóiam no infinito sustentador, o dia de hoje está repleto de bênçãos." (Mary Baker Eddy, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, vii)

Baseados em uma crença de carência, quantas vezes acalentamos em nosso pensamento o desejo de receber bênçãos? Seja na forma de afeto, suprimento, propósito, inserção profissional, saúde, etc. Não é raro que esses desejos passem a ser o motor de nossas orações, transformando-as em verdadeiras listas de demandas para Deus.

Alguns anos atrás, passei por um período de transição profissional no qual as coisas simplesmente pareciam “não acontecer”. Mesmo orando com afinco, passaram-se meses repletos de entrevistas, mas sem que houvessem desdobramentos de propostas de trabalho concretas.

Nesse momento, percebi que tinha mais algumas lições a aprender a respeito da oração. Foi então que, certa noite, ao abrir a Bíblia no livro de Gênesis, tive um “clique” em meu pensamento! A passagem que chamou minha atenção relata como Abraão, ao deixar a casa de sua família e partir para uma terra distante, recebe uma mensagem imperativa da parte de Deus: “Sê tu uma bênção!” (Gênesis 12: 2)

Essa curta frase falou-me diretamente ao coração. Nesse momento, dei-me conta de que durante todos aqueles meses eu tinha esperado que Deus primeiramente me inserisse profissionalmente em alguma instituição, para que eu então pudesse começar a abençoar meu ambiente profissional. Isto é, baseado em uma crença de carência, o meu foco estava em receber uma benção – na forma de inserção profissional – para só então passar a abençoar.
Humanamente esse raciocínio parecia ser perfeitamente lógico. Mas a lógica humana não é a lógica divina! A lógica divina parte da abundância infinita do bem, de nossa união inquebrantável com Deus, a fonte absoluta e irrestrita de todo o suprimento e propósito.

Dentro dessa lógica, naquele exato momento, eu já era uma bênção, independentemente das circunstâncias humanas relacionadas à minha inserção profissional.

Dei-me conta de que a coisa mais valiosa que eu poderia oferecer para aquelas instituições era o meu pensamento elevado, a minha espiritualidade, e isso era totalmente independente de um emprego formal em um daqueles locais. Ou seja, percebi que naquele exato momento, por meio de minhas orações, eu poderia ser uma bênção para todas aquelas instituições onde havia sido entrevistada. 

E foi isso o que fiz. Orei com o objetivo de enxergar as pessoas com quem havia tido contato e o trabalho realizado por elas, de uma perspectiva espiritual. Uma grande paz tomou conta de meu pensamento. Tive a certeza da presença de Deus e do seu amor incondicional a orientar cada projeto realizado por aquelas instituições. E o mais interessante foi que, após orar dessa maneira, passei a me sentir totalmente incluída, completa, suprida, plena de propósito, mesmo não tendo nenhuma proposta concreta de trabalho. Fui dormir com a certeza de que, naquele dia, eu havia cumprido a minha “jornada de trabalho” com sucesso. Sim, por meio de minhas orações eu havia sido uma bênção!

No dia seguinte eu não me surpreendi quando recebi um telefonema do proprietário de uma das instituições me convidando para começar a trabalhar, naquela mesma semana, em um de seus projetos.

Ser uma bênção não significa dar sem receber. Ser uma benção significa que nós só podemos dar aquilo que já temos. Enquanto a ideia de receber bênçãos está muitas vezes associada à uma noção imperfeita de nossa relação com Deus, reconhecer que já somos uma bênção significa afirmar nossa completude. Todas as bênçãos que parecem decorrer do nosso ato de abençoar – assim como no caso de minha inserção profissional – são simplesmente desdobramentos daquilo que nós já somos, como reflexos do Bem infinito.

Como ideias intrínsecamente unidas ao nosso Criador, não nos resta outra escolha: nós só podemos ser uma bênção! E então, qual é a perspectiva que você irá adotar hoje em suas orações? Receber ou ser uma bênção?

15 de junho de 2013

Compreensão espiritual, a grande chegada sem partida

Deus é a Mente única, que abrange tudo e todos em Sua onipresença. Por estar em toda parte, a Mente não precisa partir para chegar a algum lugar. Deus “vai sem ir” e “vem sem vir”, pois não há dois estados ou dois lugares isolados, e nem dois momentos diferentes, um de partida e outro de chegada. O Tudo-em-tudo é a única realidade.

Gosto de pensar a respeito de uma importante passagem Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras que nos ajuda a compreender melhor o nosso lugar nesse Tudo-em-tudo. Sua autora, Mary Baker Eddy, diz o seguinte: “Começar certo é acabar certo.” (p. 262), enfatizando a importância de começar com Deus e se manter em Deus.

É bom lembrar que as ideias contidas nesse trecho não são condições ou estados isolados em algum lugar ou tempo, e nem condições para alcançar algo exterior ou que ainda está por acontecer. Mas trata-se da afirmação de nossa unidade com Deus, ou seja, da constatação de algo que já está acontecendo em Deus. É muito importante que nós nos vejamos incluídos nesse acontecimento, nessa ideia que já está manifesta. Deus já está em toda parte, e nós somos o Seu reflexo. Não há outro poder ou outra presença.

O reconhecimento dessas verdades espirituais permite-nos compreender que é impossível que o homem comece em si mesmo, sendo possuidor de um corpo ou espírito numa escala de evolução ou dimensões, como alguém que tenta se purificar ou se elevar para alcançar um Deus distante ou corpóreo, em uma distância criada pela própria ilusão ou dedução humana baseada na matéria. A tentativa de querer entender Deus começando com a ideia de um homem decaído devido a um Adão, um carma, um pecado ou uma mente isolada que acumula pensamentos negativos e positivos, é começar errado. E começar errado é acabar errado.

É preciso compreender o significado da abrangência infinita de Deus, Sua onisciência, onipresença e onipotência. Se Deus é Tudo, todos nós fazemos parte, agora, da totalidade divina. Essa compreensão permite-nos entender que é impossível sair do alcance de Deus e de Sua única e suprema realidade. O Bem, Deus, preenche todo espaço, e não há nenhuma oposição nessa abrangência infinita e atemporal.

Gosto muito de pensar em algumas ideias que ouvi certa vez de um praticista: "Eu penso sobre a Mente na Mente" e "Eu não vivo a vida, a Vida vive a mim". Isso significa que nós somos, agora, o reflexo do alcance infinito de Deus. Essa é “a grande chegada sem partida”, onde todos nós já estamos, sempre estivemos e sempre estaremos.