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8 de setembro de 2016

Beleza e Riqueza Secretas

Você se acha bonita? Você se acha rica? Quem não gostaria de ser rico e bonito, não é mesmo? A boa notícia é que ser belo e rico está ao alcance de todos. De todos mesmo. Não me refiro a uma beleza que vai embora com o passar dos anos, ou a uma riqueza que pode ser roubada ou perdida.

O livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, revela que “os cristãos se regozijam na beleza e generosidade secretas, ocultas ao mundo, mas conhecidas de Deus” (p.15). Em inglês, a palavra “bounty”, traduzida como “generosidade”, poderia também ser traduzida como abundância, recompensa, valor, riqueza. Portanto, o trecho diz que “os cristãos se alegram com beleza e abundância secretas”. Não está falando de beleza física ou de abundância de bens materiais. Esta falando de beleza e riqueza espiritual.

A beleza espiritual vem de todas as qualidades divinas que expressamos por sermos o reflexo de Deus, a imagem e semelhança de Deus. Estas qualidades são: bondade, generosidade, amorosidade, inteligência, sabedoria, força, domínio, paz, saúde, honestidade, santidade, espontaneidade, liberdade, felicidade. Estas qualidades são lindíssimas, e quando as expressamos nós somos verdadeiramente belos. Esta é a verdadeira beleza, que nada tem a ver com a aparência física. É uma beleza que se mantém plena, mesmo com o passar dos anos, e nada nem ninguém pode nos tirar.


A riqueza espiritual vem de todas as bênçãos que Deus provê. Por exemplo, Deus é a Mente infinita. Ele sabe tudo. Tudo o que realmente existe está no conhecimento desta Mente. E nós somos um com a Mente, portanto temos acesso pleno a essa infinita riqueza de conhecimento, pois tudo o que a Mente sabe, Ela nos revela.

Deus é o Espírito. Nós somos filhos de Deus, portanto somos “ricos em Espírito”, pois temos pleno acesso ao Espírito, que nos inspira e espiritualiza nosso pensamento. Como reflexo do Espírito, nós somos espirituais. Isso significa que não somos materiais, portanto estamos livres de todas as mazelas que vêm com a materialidade. Livres do pecado, doença, morte e limitação que afligem o corpo material, o suposto homem material. Mas, como nosso verdadeiro ser é espiritual, nós somos livres de todos esses males. Essa liberdade é uma verdadeira riqueza espiritual.

Deus é a Alma. Ele nos anima. O desânimo tende a nos impedir de agir, de tentar, de progredir. Ele diz que nada vale a pena. O desânimo gera a pobreza. Mas a Alma destrói o desânimo. A Alma é nossa verdadeira substância, nossa verdadeira riqueza.

Deus é Princípio. Deus é o gerador de tudo. Ele gera ideias maravilhosas que nos enriquecem. "Deus vos dá Suas ideias espirituais, e elas, por sua vez, vos dão suprimento diário" (Escritos Diversos, p.307). A desordem e a discórdia geram pobreza e insatisfação. O Princípio divino estabelece ordem e harmonia. Como refletimos o Princípio, nós somos ordeiros e harmoniosos. Isso é uma linda riqueza!

Deus é a Vida. Nós refletimos a Vida. Ela se manifesta em nós, em disposição, vivacidade e vitalidade plenas e inabaláveis. Somos um com a Vida imortal, eterna, infinita. Portanto, nós também somos imortais. Nosso ser verdadeiro nunca vai envelhecer, decair ou morrer, pois somos a manifestação da Vida. Quer riqueza maior do que essa?

Deus sabe toda a verdade. Deus é a única Verdade. Ele nos mostra tudo o que é verdadeiro. Portanto, nós não nos enganamos e nem nos iludimos e nem nos afligimos com as mentiras e falsidades apresentadas pelos sentidos materiais. Isso porque nós sabemos a verdade espiritual, e somos um com a Verdade, que é Deus. Quer riqueza maior do que essa?

Deus é Amor. Ele ama infinitamente e igualmente a todos os Seus filhos. Nós somos amados por esse Amor. Nós refletimos esse Amor. Nós podemos amar a todos, pois refletimos o Amor infinito. Existe riqueza maior que essa? 


Deus é nosso Pai e Mãe. Ele nos criou. Ele sempre cuidou e sempre cuidará de nós. Ele nos educa, nos ensina, nos guia. Ele nos protege. Ele está sempre conosco. Ele nos supre de tudo o que precisamos. Quer riqueza maior do que ter um Pai-Mãe como Este?

Deus é o Bem. Deus é o Espírito. Isso significa que o Espírito é o Bem. No entanto, o mundo acredita que as coisas materiais são o bem, e que o acúmulo de coisas materiais como dinheiro e posses nos torne mais rico. Mas o acúmulo de matéria não significa acúmulo de riqueza. Pois a verdadeira riqueza é espiritual.

Em vez de querer ter mais matéria, vamos desejar ter mais consciência de Deus, que é o verdadeiro Bem. Nós temos a Deus. Deus é nosso Pai e Mãe. Ele é nosso. Nós temos Deus sempre junto de nós. E nada pode tirar Deus de nós. Portanto, nós temos o Bem e nada pode tirar o Bem de nós. A consciência disso é a verdadeira riqueza.

Mas toda essa beleza e riqueza não são necessariamente perceptíveis aos sentidos materiais, por isso que o trecho de Ciência e Saúde mencionado acima diz que são “secretas”. Elas são desconhecidas para o mundo, mas são conhecidas de Deus. E através do estudo da Ciência Cristã toda essa beleza e riqueza espirituais também ficam conhecidas por nós.

Agora que conhecemos a beleza e riqueza que temos, vamos nos alegrar com elas! Em vez de ficar se achando feia, ou de ficar desejando ter supostas riquezas materiais, vamos reconhecer toda a beleza e riqueza espirituais que temos, e nos regozijar nelas!

13 de fevereiro de 2014

O sorriso de Deus

No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy escreveu: “Que ultraje à formosura da natureza, dizermos que uma rosa, o sorriso de Deus, pode produzir sofrimento! A alegria de sua presença, de sua beleza e de sua fragrância, deve elevar o pensamento e dissipar qualquer sensação de medo ...” (pág. 175)


Embora a Sra. Eddy esteja falando especificamente sobre a rosa, pude constatar que essas verdades são para todas as flores e plantas. Vejamos como isso aconteceu:

Em uma época de minha vida, eu andava muito de ônibus. Ia para o trabalho pela manhã, voltava para casa para almoçar, retornava ao trabalho e, ao fim do expediente, retornava para casa.

Não há nada de especial nisso, levando-se em conta que muitas pessoas têm rotina semelhante. Todavia, havia um certo problema nessas viagens. No percurso do ônibus, havia uma grande avenida com cemitérios, inclusive um deles ocupa uma enorme extensão de um de seus lados.

Bem, meu problema eram as flores que ficam expostas para venda nas barracas das calçadas dos cemitérios. Eu tinha verdadeiro pavor delas. Por isso, quando o ônibus passava em frente ao cemitério, eu fechava os olhos e prendia a respiração.

Não podia ver nem sentir o cheiro daquelas flores. Era aterrorizante! Eu ficava petrificada o tempo todo daquele percurso em frente ao cemitério, e o pior é que a extensão é muito grande e há pontos de ônibus, nos quais o  ônibus parava para pegar e deixar passageiros.

Ficava exposta a situações desagradáveis, como estar conversando com alguém naquela hora, e também não podia sequer pensar em ganhar flores compradas daquelas barracas (eu sabia que era uma indelicadeza enorme). Acreditem, tudo isso gerava sofrimento e era muito constrangedor.

Quando conheci a Ciência Cristã e comecei a frequentar os cultos, eu não a aceitava. Saía sempre  dos cultos dizendo para mim mesma que não adiantava as pessoas serem simpáticas comigo, aquela era a ultima vez que eu tinha ido a um culto. Mas felizmente não era, pois sempre voltava na próxima reunião.

Todavia, um dia, algo mudou. Meu coração se abriu e comecei a ler o livro Ciência e Saúde. Fiquei tão maravilhada com ele, que o lia em todos os momentos de folga que tinha, principalmente na condução.

Aconteceu então que, um dia, eu estava absorta na leitura quando o ônibus parou no ponto. Eu naturalmente olhei pela janela e vi que estava parada em frente a uma barraca de venda de flores. Minha reação, todavia, foi completamente diferente das que tinha até então.

Eu ouvi como que uma voz me dizendo “Regina, elas são apenas flores”. Senti muita vida, beleza e graça naquele lugar. Era como se uma nuvem espessa tivesse passado e tudo se inundou de luz. Muita luz. Senti vontade de descer do ônibus e beijar e abraçar cada uma daquelas flores (rosas, margaridas, hortênsias, enfim, uma infinidade delas) e pedir-lhes perdão pelo pavor que senti delas por tanto tempo.

Daí pra frente, só as vejo como criações de Deus, quer as flores estejam numa floricultura, numa barraca em frente a um cemitério, numa sala de cultos, ou em qualquer outro lugar. Não tenho mais medo delas, e aprecio seu perfume. Elas são para mim “o sorriso de Deus”.

Ah!! Adoro ganhar flores. 


2 de junho de 2013

Com que roupa eu vou?


Você está de frente para as araras da sua loja de departamentos preferida e finalmente encontra aquela blusinha que tanto procurava. Ao pegá-la para provar você escuta uma voz ao seu lado fazendo aquela fatídica pergunta: “Mas você está mesmo precisando dessa roupa?” Pacientemente você tenta explicar para a pessoa que não se trata de uma questão quantitativa, mas sim de uma necessidade de renovação, de estilo, de gosto, enfim, que você realmente curte roupas e acessórios. Você diz ainda que, dentro de certos limites, a renovação de alguns itens do seu armário pode ser vista como uma coisa saudável. E, para finalizar, lembra que para cada roupa que entra no seu armário, outra sai rumo à doação.

Conversa terminada, blusinha comprada.

No dia seguinte você planeja estrear a blusa (claro!) na festa de aniversário de uma amiga. Mas, na hora de prová-la você simplesmente não consegue compor o “look ideal”. Se você encontra uma calça que combina com a blusa, não há sapato que fique bom na finalização do look. Se aquela sapatilha colorida combina perfeitamente com a blusinha, todas as calças e saias ficam estranhas nessa combinação. Resultado: você desiste da blusinha e resolve colocar aquele seu antigo vestidinho básico.

Que coisa ... na loja essa parecia ser "a compra perfeita”!
Essa mesma história já se repetiu comigo algumas vezes, trazendo-me algumas indagações seguidas de lições importantes: Será que há algum problema em desejar renovação quando se trata de vestuário? ou será que isso seria apenas uma desculpa para um desejo de consumo desnecessário?

Refletindo sobre essas questões me veio à mente que não há nada de errado em procurar a renovação, em apreciar diferentes estilos, formas e cores. O que ocorre é que muitas vezes acabamos procurando essas qualidades no lugar errado. E isso pode ser bastante frustrante e levar ao consumo irresponsável. Ou seja, muitas vezes procuramos fora de nós mesmos algo que já é intrinsecamente nosso, como parte constituinte de nossa identidade espiritual. 

A seguinte passagem da Bíblia tem me ajudado a compreender algumas aspectos importantes daquilo que seria o verdadeiro conceito de renovação espiritual:

“Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.” 2 Coríntios 5:1

Ora, para mim, a ideia de “casa terrestre” se refere a um modo materialista e limitado de ver a si mesmo. Atribuir ao nosso “closet” de roupas a função de renovação de nossa vida, de nossa identidade, seria buscar apoio em uma “casa terrestre” que pode se desfazer a qualquer momento. Em Deus, por outro lado, temos “um edifício” eterno. 

Mas o que seria esse edifício?

Vejamos o que diz uma outra passagem da Bíblia: “Edifício de Deus sois vós.” (1Coríntios 3:9) Esse trecho sugere que cada um de nós é uma edificação espiritual, completa em si mesma, que não depende de um closet material e passageiro para expressar renovação.

Deus nos criou de forma muito mais gloriosa do que uma simples “casinha” humana, limitada e material poderia representar. Mas, ao contrário, o Espírito tem todo um "edifício de bênçãos" preparado para nós.
Isso significa que nós não somos um esboço inacabado ou um projeto humano em construção, cheio de dúvidas, inseguranças, incertezas. Marcados por diversas falhas e alguns acertos ocasionais.

Não! Cada um de nós é uma edificação espiritual, traçada pela Mente de modo “assombrosamente maravilhoso”. As paredes de nosso edifício espiritual não nos limitam, não nos separam uns dos outros ou do meio em que vivemos. Mas sua sólida substância é o que nos conecta ao infinito. As bases de nossa edificação espiritual são ilimitadas. E nós, como ideias edificadas por Deus, somos a expressão ilimitada das qualidades infinitas do Espírito, em constante renovação.

Em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy se refere a Deus, o Espírito, como o “grande arquiteto”. Um arquiteto único, que criou, modelou, delineou cada uma de suas ideias com perfeição. Você, eu – e todos nós – somos Suas obras acabadas, perfeitas, no auge de nosso esplendor. Tudo o que expressamos são qualidades como harmonia, saúde, beleza, espontaneidade, vigor, alegria, frescor, brilho, pureza, etc.

Essa edificação espiritual e ilimitada é a edificação de nosso pensamento. Uma edificação mental que nos oferece o verdadeiro senso de renovação, que não deixa espaço para desejos de consumo irresponsável e que nos traz satisfação genuína. E, uma vez renovados espiritualmente, não deveríamos nos espantar se, mesmo vestindo aquele nosso antigo vestidinho, vozes ao nosso redor exclamem: “Nossa, como você está radiante! Renovada!”