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30 de dezembro de 2019

Oração pelas festas de Ano Novo

Os festejos de Ano Novo celebram o desejo e a esperança de renovação, de deixar para trás o passado e abraçar o presente e o futuro com a expectativa do bem. Mas esta data também nos convida a orar para que todas as festividades aconteçam harmoniosamente.


Sem exagero nas bebidas

Infelizmente muitas pessoas acham que momentos alegres têm de ser celebrados com bebidas alcoólicas. Vamos orar, reconhecendo o governo e a influência de Deus sobre todos os Seus filhos. Deus lhes dá a percepção espiritual e o domínio para não beber, ou parar de beber na hora certa, sem prejudicar a si mesmo e a outros. Eles refletem a inteligência divina para agirem sabiamente e não exagerarem nas bebidas. Podemos reconhecer a verdade absoluta de que todos são atraídos por Deus e não pela bebida, pois “há uma só atração real, a do Espírito” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 102).

E podemos lembrar que a verdadeira Mente é Deus, o Espírito, que não é atraída nem afetada pelo álcool. Uma substância material não tem poder sobre a Mente divina e Sua ideia espiritual. Nem Deus nem o homem de Deus podem ficar bêbados, pois o álcool não tem poder algum sobre eles. O homem verdadeiro não tem uma mente mortal separada de Deus, que acredite que o álcool pode deixá-lo mais solto ou alegre, ou que o álcool pode privá-lo de suas faculdades mentais plenas. O homem mortal e beberrão é só uma crença mortal, uma mentira. O homem de Deus é sábio, comedido, forte e tem domínio sobre si mesmo e seus atos. Nada pode privá-lo dessa habilidade.


Sem acidentes

Vamos lembrar desse trecho importante do livro Ciência e Saúde:  “Os acidentes são desconhecidos para Deus, a Mente imortal, e temos de deixar a base mortal da crença e unir-nos à Mente única, a fim de substituir a noção de acaso pelo senso apropriado da infalível direção de Deus, e assim trazer à luz a harmonia. Sob a Providência divina não pode haver acidentes, pois na perfeição não há lugar para a imperfeição” (p. 424).

Vamos saber que os filhos de Deus não podem sofrer nem causar acidentes, nem ao volante, nem com fogos de artifício, nem com garrafas quebradas, pois todos estão sob a “infalível direção de Deus” e sob “a Providência divina”, na qual não pode haver acidentes. Na perfeição do desígnio de Deus para a noite de Ano Novo não há lugar para a imperfeição.

Sem roubos ou brigas

Vamos lembrar que todos os filhos de Deus são inerentemente honestos e bons, pois refletem a natureza divina. Eles não podem roubar alguém, nem brigar com ninguém, pois vivem em Deus, no Amor, e manifestam plenamente a bondade e o amor de Deus. Os filhos de Deus não podem ser perpetradores nem vítimas de crimes, pois eles “habitam no esconderijo do Altíssimo”, e festejam “à sombra do Onipotente” (Salmo 91:1). Todos estão à salvo do mal, pois são envolvidos e protegidos pelo Amor infinito.


Sem superstição

Não precisamos acreditar que algo que fizermos na virada vai nos dar sorte ou azar no ano novo. Vestir branco, pular sete ondinhas, ou outras superstições não têm poder algum para nos beneficiar ou prejudicar. O sucesso e a felicidade de nosso ano novo depende exclusivamente de nossos pensamentos e de nossos atos. Se pensarmos certo e agirmos certo em nosso dia-a-dia, seremos felizes durante o ano todo, independente do que vestimos ou fazemos na noite de ano novo. Podemos ficar livres dessas superstições, sabendo que os filhos de Deus não estão sujeitos à sorte ou ao azar. Só estamos sujeitos a Deus, o Amor, e a Seu poder e a Sua vontade. E sabemos que a vontade de Deus para nós inclui somente o bem, o bem infinito.

Com gratidão, expectativa do bem e alegria

Podemos aproveitar a noite de ano novo para agradecer por todo o bem que se desdobrou para nós no ano que termina e agradecer antecipadamente as benção divinas que Deus vai nos revelar no ano que se inicia. Podemos nos despojar de nossas vontades e planos humanos e esperar em Deus por um ano novo cheio de progresso, bênçãos espirituais e felicidade.

Deus não só deseja, Ele sabe, que todos nós teremos um Feliz Ano Novo!

7 de novembro de 2019

O Espírito que vem de Deus

Abrindo a Bíblia, me deparei com esta linda passagem: “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente” (1 Coríntios 2:12).


Ao pensar e orar com esse trecho, seu significado infinito começou a se desdobrar em meu pensamento, assim:

Nós não temos recebido as crenças do mundo e sim a compreensão que vem de Deus.

Nós não temos recebido os medos do mundo e sim a coragem que vem de Deus.

Nós não temos recebido os problemas do mundo e sim as soluções que vem de Deus.

Nós não temos recebido os pensamentos ruins do mundo e sim as ideias maravilhosas que vem de Deus.

Nós não temos recebido as tribulações do mundo e sim a paz que vem de Deus.

Nós não temos recebido o materialismo do mundo e sim a espiritualidade que vem de Deus.

Nós não temos recebido a desonestidade do mundo e sim a honestidade que vem de Deus.

Nós não temos recebido a carência do mundo e sim o suprimento infalível que vem de Deus.

Nós não temos recebido o egoísmo do mundo e sim o altruísmo que vem de Deus.

Nós não temos recebido a ganância do mundo e sim a generosidade que vem de Deus.

Nós não temos recebido as impurezas do mundo e sim a pureza que vem de Deus.

Nós não temos recebido a fraqueza do mundo e sim a força (moral e espiritual) que vem de Deus.

Nós não temos recebido a insegurança do mundo e sim a segurança que vem de Deus.

Nós não temos recebido a inação e a apatia do mundo e sim a oni-ação que vem de Deus.

Nós não temos recebido as imperfeições do mundo e sim a perfeição que vem de Deus.

Nós não temos recebido a escuridão do mundo e sim a luz que vem de Deus.

Nós não temos recebido a tristeza do mundo e sim a alegria que vem de Deus.

Nós não temos recebido o ódio do mundo e sim o amor infinito que vem de Deus.

Nós não temos recebido as doenças do mundo e sim a saúde que vem de Deus.

Nós não temos recebido os pecados do mundo e sim a santidade que vem de Deus.

Nós não temos recebido a mortalidade do mundo e sim a Vida imortal que é Deus.

“...para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.” O que é que Deus nos deu gratuitamente? Tudo o que foi citado acima e muito mais, incluindo um lar, companhia, emprego (pois Deus é nosso empregador e Ele sempre nos emprega devidamente), propósito, satisfação, felicidade, etc. Cada um de nós pode lembrar das bênçãos que Deus nos deu gratuitamente, e ser eternamente gratos.

Porque nós não temos recebido a ingratidão do mundo e sim a gratidão que vem de Deus, para que desfrutemos de todo o bem que Deus nos dá gratuitamente.


3 de fevereiro de 2017

A Igualdade Espiritual

A desigualdade social parece ser um dos principais problemas mundiais. Poucas pessoas detêm muitas riquezas materiais, enquanto grande parte da população é considerada pobre ou miserável.

O que será que Deus pensa de tudo isso? Será que Ele aprova essa injustiça de que alguns de Seus filhos tenham muito e outros tenham pouco ou nada? Será que Ele ama mais alguns do que outros?

Certamente que não. Deus é Amor, e Ele ama infinitamente e igualmente a cada um de Seus filhos.


Então como parece haver tanta desigualdade?

O problema está no conceito equivocado que as pessoas têm sobre o bem. O que é o bem? As pessoas acham que a matéria é o bem. Acham que dinheiro, casa, carro, celular, roupas e outras posses materiais sejam o bem. Partindo desse ponto de vista parece que realmente o mundo é muito injusto, pois algumas pessoas têm muito mais posses materiais do que outras. Mas qual é o conceito espiritual do bem?

Vamos começar compreendendo o que não é o bem. Um trecho do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, mostra que “o mal não é pessoa, nem lugar, nem coisa” (p. 71). Eu penso que o reverso também é verdadeiro: “o bem não é pessoa, nem lugar, nem coisa”. O bem não é pessoa: não é um cônjuge, um namorado, filhos, família, amigos. Se o fosse, algumas pessoas teriam o bem, e outras não. As pessoas que amamos refletem o bem, que é Deus, mas não são o bem. O bem não é lugar: não é um quarto, uma casa, uma escola, uma empresa, um bairro, um cidade, um país. Se o fosse, o bem seria limitado, pois algumas pessoas têm acesso a tais lugares e outras não. E o bem não é coisa: não é dinheiro, nem é algo material, que uns têm e outros não têm.


O Glossário do livro Ciência e Saúde revela o conceito espiritual e absoluto do que é o bem: “O BEM. Deus; o Espírito; a onipotência; a onisciência; a onipresença; a oni-ação”(p. 587). Isso é muito diferente do conceito material de bem, não é mesmo? Vamos pensar melhor nessa definição. Pra começar, o bem é Deus, ou seja, não é uma pessoa que uns têm e outros não. O bem é Deus, que todos têm, pois Deus é o Pai-Mãe de todos. Portanto ninguém tem mais bem do que ninguém, pois Deus é igual pra todos, e ninguém jamais pode perder o bem verdadeiro, pois ninguém jamais pode perder a Deus, que é onipresente, infinito e eterno.

O segundo termo que define o bem é “o Espírito”. Ou seja, o bem é o oposto da matéria. O verdadeiro bem é exatamente o oposto do que as pessoas acham que o bem é. Elas acham que o bem é dinheiro ou posses materiais, que alguns têm, outros não, que hoje temos, amanhã não, que pode nos ser tirado ou roubado. Mas o fato é que todos têm o Espírito, sempre teremos o Espírito e ninguém pode nos tirar o Espírito, que é Deus.

Outro conceito importante de se compreender é o conceito de substância. Em inglês, a palavra “substance” inclui o conceito de patrimônio. Na Bíblia em inglês, por exemplo, o trecho de Jó 1:3 diz que “a substância” de Jó “eram sete mil ovelhas, três mil camelos...”  E a Ciência Cristã revela que Deus “é a única substância verdadeira” (Ciência e Saúde, p. 468). Ou seja, Deus é o único patrimônio verdadeiro que cada um de nós tem. E que patrimônio maravilhoso é esse!


Vamos pensar em tudo o que Deus é, e saber que tudo isso é nosso:
Deus é a Mente, a inteligência e a sabedoria perfeitas e inesgotáveis, a fonte infinita de todas as ideias que precisamos. Deus é o Espírito, que nos inspira e nos move. Deus é a Alma, que nos anima e é nossa essência, a fonte de nossa identidade. Deus é o Princípio, que se expressa em equilíbrio, disciplina, ordem, domínio. Deus é a Vida, que nos dá saúde e vitalidade imortais. Deus é a Verdade, que destrói o erro e que se manifesta em honestidade e integridade. Deus é o Amor, que nos ama ternamente e cuida de nós. Que destrói o ódio, expulsa o medo e que se reflete em bondade e amorosidade. Deus é tudo isso e muito mais! E Deus é nossa substância, o nosso verdadeiro patrimônio.

Nada nem ninguém pode nos privar da Mente, nos roubar o Espírito, matar a Vida ou nos afastar do Amor onipresente. Portanto toda a humanidade partilha do mesmo patrimônio infinito, que é igualmente acessível a todos. Deus é Tudo. Portanto, ninguém tem mais do que ninguém, pois todos têm a Deus, todos têm Tudo.

Uma outra questão que parece ser uma das raízes da desigualdade social é o acesso à educação. Alguns podem frequentar escolas privadas e outros somente escolas públicas, recebendo níveis desiguais de educação. Mas podemos reverter isso com a compreensão de que “serão todos ensinados por Deus” (João 6:45). Todos, não somente alguns, são ensinados por Deus, não por professores melhores ou piores, mas por Deus, que é o melhor Professor do mundo.

Também parece que algumas crianças têm pais melhores, que os educam corretamente, e outras têm pais negligentes. Mas podemos reconhecer que Deus é o Pai-Mãe de todos, um Pai e Mãe presente, ou melhor, onipresente, que educa devidamente todos os Seus filhos, pois “a intercomunicação se faz sempre de Deus para Sua ideia, o homem” (Ciência e Saúde, p. 284). Deus é o verdadeiro Educador. Portanto, todos temos acesso à mesma educação de perfeita qualidade.


Outra face evidente da desigualdade social é o acesso a moradia. Uns moram em mansões e outros debaixo da ponte. Parece muito injusto, não é mesmo? Mas isso também se deve ao nosso conceito errado de moradia. Jesus disse: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” (Mateus 8:20). Hoje, Jesus seria considerado um sem-teto. No entanto, ele também é considerado o homem mais rico que já pisou este planeta. Ele não tinha uma casa, mas ele tinha um lar. Ele sabia que “o Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos” (Deuteronômio 33:27). Ele habitava “no esconderijo do Altíssimo”, “à sombra do Onipotente” (Salmo 91:1), “na Casa do Senhor” (Salmo 23), ou seja, ”[a consciência] do [Amor] para todo o sempre” (Ciência e Saúde, p. 578). E Jesus declarou que “na casa de meu Pai há muitas moradas” (João 14:2), ou seja, nessa consciência mais elevada de lar tem lugar pra todos! Ninguém é sem-teto no Reino de Deus. Ninguém é excluído. Todos vivem em uma morada maravilhosa na consciência do Amor!

Partindo desse ponto de vista mais espiritualizado, concluímos que Deus é perfeitamente justo com todos os Seus filhos, e os ama e os abençoa infinitamente e igualmente. Aos olhos de Deus, Bill Gates, que hoje é considerado o homem mais rico do mundo, e o morador de rua ali da esquina, ambos têm exatamente o mesmo patrimônio espiritual, a mesma substância. Portanto, no Reino de Deus (que é simplesmente um estado de consciência espiritual mais elevado) não existe escassez nem desigualdade social, só existe abundância e igualdade espiritual.

Compreender isso não significa que devemos parar de lutar por mais igualdade social. Pelo contrário, orando com essas ideias, nós estamos apoiando metafisicamente o esforço de todos no sentido de diminuir as desigualdades no mundo.  

Em vez de ficar chocados com o falso testemunho dos sentidos materiais, que mostra tanta desigualdade, vamos orar e nos conscientizar de nosso patrimônio verdadeiro, vamos nos regozijar em Deus e desfrutar de toda a riqueza espiritual que é nossa e de todos.

31 de dezembro de 2016

Oração pelas festas de Ano Novo

Os festejos de Ano Novo celebram o desejo e a esperança de renovação, de deixar para trás o passado e abraçar o presente e o futuro com a expectativa do bem. Mas esta data também nos convida a orar para que todas as festividades ocorram harmoniosamente.


Sem exagero nas bebidas alcoólicas

Infelizmente muitas pessoas acham que momentos alegres têm de ser celebrados com bebidas alcoólicas. Vamos orar, reconhecendo o governo e a influência de Deus sobre todos os Seus filhos. Deus lhes deu a percepção espiritual e o domínio para não beber, ou para parar de beber na hora certa, sem prejudicar a si mesmo ou a outros. Eles refletem a inteligência divina para agirem sabiamente e não exagerarem nas bebidas. Podemos reconhecer a verdade absoluta de que todos são atraídos por Deus e não pela bebida, pois “há uma só atração real, a do Espírito” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 102).

E podemos lembrar que a verdadeira Mente é Deus, o Espírito, que não é atraída nem afetada pelo álcool. Uma substância material não tem poder sobre a Mente divina e Sua ideia espiritual. Nem Deus nem o homem de Deus podem ficar bêbados, pois o álcool não tem poder algum sobre eles. O homem verdadeiro não tem uma mente mortal separada de Deus, que acredite que o álcool pode deixá-lo mais solto ou alegre, ou que o álcool pode privá-lo de suas faculdades mentais plenas. O homem mortal e beberrão é só uma crença mortal, uma mentira. O homem de Deus é sábio, comedido, forte e tem domínio sobre si mesmo e seus atos. Nada pode privá-lo dessa habilidade.


Sem acidentes

Vamos lembrar desse trecho importante de Ciência e Saúde:  “Os acidentes são desconhecidos para Deus, a Mente imortal, e temos de deixar a base mortal da crença e unir-nos à Mente única, a fim de substituir a noção de acaso pelo senso apropriado da infalível direção de Deus, e assim trazer à luz a harmonia. Sob a Providência divina não pode haver acidentes, pois na perfeição não há lugar para a imperfeição” (p. 424).

Vamos saber que os filhos de Deus não podem sofrer nem causar acidentes, nem ao volante, nem com fogos de artifício ou garrafas quebradas, pois todos estão sob a “infalível direção de Deus” e sob “a Providência divina”, na qual não pode haver acidentes. Na perfeição do desígnio de Deus para essa noite de Ano Novo não há lugar para a imperfeição.

Sem roubos ou brigas

Vamos lembrar que todos os filhos de Deus são inerentemente bons, pois refletem a natureza divina. Eles não podem roubar alguém, nem brigar com ninguém, pois vivem em Deus, no Amor, e manifestam plenamente a bondade e o amor de Deus. Os filhos de Deus não podem ser perpetradores nem vítimas de crimes, pois eles “habitam no esconderijo do Altíssimo”, e festejam “à sombra do Onipotente” (Salmo 91:1). Todos estão à salvo do mal, pois são envolvidos e protegidos pelo Amor infinito.


Sem superstição

Não precisamos acreditar que algo que fizermos na virada do ano vai nos dar sorte ou azar no novo ano. Vestir branco, pular sete ondinhas, ou outras superstições não têm poder algum para nos beneficiar ou prejudicar. O sucesso e a felicidade de nosso ano novo depende exclusivamente de nossos pensamentos e de nossos atos. Se pensarmos certo e agirmos certo em nosso dia-a-dia, seremos felizes durante o ano todo, independente do que vestimos ou fizemos na noite de ano novo. Podemos ficar livres dessas superstições, sabendo que os filhos de Deus não estão sujeitos à sorte ou ao azar. Só estamos sujeitos a Deus, o Amor, e a Seu poder e a Sua vontade. E sabemos que a vontade de Deus para nós inclui somente o bem, o bem infinito.

Com gratidão, expectativa do bem e alegria

Podemos aproveitar a noite de ano novo para agradecer por todo o bem que se desdobrou para nós no ano que termina e agradecer antecipadamente às benção divinas que Deus vai nos revelar no ano que se inicia. Podemos nos despojar de nossas vontades e planos humanos e esperar em Deus por um ano novo cheio de progresso, bênçãos espirituais e muita felicidade.

Deus não só deseja, Ele sabe, que todos nós teremos um Feliz Ano Novo!

8 de setembro de 2016

Beleza e Riqueza Secretas

Você se acha bonita? Você se acha rica? Quem não gostaria de ser rico e bonito, não é mesmo? A boa notícia é que ser belo e rico está ao alcance de todos. De todos mesmo. Não me refiro a uma beleza que vai embora com o passar dos anos, ou a uma riqueza que pode ser roubada ou perdida.

O livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, revela que “os cristãos se regozijam na beleza e generosidade secretas, ocultas ao mundo, mas conhecidas de Deus” (p.15). Em inglês, a palavra “bounty”, traduzida como “generosidade”, poderia também ser traduzida como abundância, recompensa, valor, riqueza. Portanto, o trecho diz que “os cristãos se alegram com beleza e abundância secretas”. Não está falando de beleza física ou de abundância de bens materiais. Esta falando de beleza e riqueza espiritual.

A beleza espiritual vem de todas as qualidades divinas que expressamos por sermos o reflexo de Deus, a imagem e semelhança de Deus. Estas qualidades são: bondade, generosidade, amorosidade, inteligência, sabedoria, força, domínio, paz, saúde, honestidade, santidade, espontaneidade, liberdade, felicidade. Estas qualidades são lindíssimas, e quando as expressamos nós somos verdadeiramente belos. Esta é a verdadeira beleza, que nada tem a ver com a aparência física. É uma beleza que se mantém plena, mesmo com o passar dos anos, e nada nem ninguém pode nos tirar.


A riqueza espiritual vem de todas as bênçãos que Deus provê. Por exemplo, Deus é a Mente infinita. Ele sabe tudo. Tudo o que realmente existe está no conhecimento desta Mente. E nós somos um com a Mente, portanto temos acesso pleno a essa infinita riqueza de conhecimento, pois tudo o que a Mente sabe, Ela nos revela.

Deus é o Espírito. Nós somos filhos de Deus, portanto somos “ricos em Espírito”, pois temos pleno acesso ao Espírito, que nos inspira e espiritualiza nosso pensamento. Como reflexo do Espírito, nós somos espirituais. Isso significa que não somos materiais, portanto estamos livres de todas as mazelas que vêm com a materialidade. Livres do pecado, doença, morte e limitação que afligem o corpo material, o suposto homem material. Mas, como nosso verdadeiro ser é espiritual, nós somos livres de todos esses males. Essa liberdade é uma verdadeira riqueza espiritual.

Deus é a Alma. Ele nos anima. O desânimo tende a nos impedir de agir, de tentar, de progredir. Ele diz que nada vale a pena. O desânimo gera a pobreza. Mas a Alma destrói o desânimo. A Alma é nossa verdadeira substância, nossa verdadeira riqueza.

Deus é Princípio. Deus é o gerador de tudo. Ele gera ideias maravilhosas que nos enriquecem. "Deus vos dá Suas ideias espirituais, e elas, por sua vez, vos dão suprimento diário" (Escritos Diversos, p.307). A desordem e a discórdia geram pobreza e insatisfação. O Princípio divino estabelece ordem e harmonia. Como refletimos o Princípio, nós somos ordeiros e harmoniosos. Isso é uma linda riqueza!

Deus é a Vida. Nós refletimos a Vida. Ela se manifesta em nós, em disposição, vivacidade e vitalidade plenas e inabaláveis. Somos um com a Vida imortal, eterna, infinita. Portanto, nós também somos imortais. Nosso ser verdadeiro nunca vai envelhecer, decair ou morrer, pois somos a manifestação da Vida. Quer riqueza maior do que essa?

Deus sabe toda a verdade. Deus é a única Verdade. Ele nos mostra tudo o que é verdadeiro. Portanto, nós não nos enganamos e nem nos iludimos e nem nos afligimos com as mentiras e falsidades apresentadas pelos sentidos materiais. Isso porque nós sabemos a verdade espiritual, e somos um com a Verdade, que é Deus. Quer riqueza maior do que essa?

Deus é Amor. Ele ama infinitamente e igualmente a todos os Seus filhos. Nós somos amados por esse Amor. Nós refletimos esse Amor. Nós podemos amar a todos, pois refletimos o Amor infinito. Existe riqueza maior que essa? 


Deus é nosso Pai e Mãe. Ele nos criou. Ele sempre cuidou e sempre cuidará de nós. Ele nos educa, nos ensina, nos guia. Ele nos protege. Ele está sempre conosco. Ele nos supre de tudo o que precisamos. Quer riqueza maior do que ter um Pai-Mãe como Este?

Deus é o Bem. Deus é o Espírito. Isso significa que o Espírito é o Bem. No entanto, o mundo acredita que as coisas materiais são o bem, e que o acúmulo de coisas materiais como dinheiro e posses nos torne mais rico. Mas o acúmulo de matéria não significa acúmulo de riqueza. Pois a verdadeira riqueza é espiritual.

Em vez de querer ter mais matéria, vamos desejar ter mais consciência de Deus, que é o verdadeiro Bem. Nós temos a Deus. Deus é nosso Pai e Mãe. Ele é nosso. Nós temos Deus sempre junto de nós. E nada pode tirar Deus de nós. Portanto, nós temos o Bem e nada pode tirar o Bem de nós. A consciência disso é a verdadeira riqueza.

Mas toda essa beleza e riqueza não são necessariamente perceptíveis aos sentidos materiais, por isso que o trecho de Ciência e Saúde mencionado acima diz que são “secretas”. Elas são desconhecidas para o mundo, mas são conhecidas de Deus. E através do estudo da Ciência Cristã toda essa beleza e riqueza espirituais também ficam conhecidas por nós.

Agora que conhecemos a beleza e riqueza que temos, vamos nos alegrar com elas! Em vez de ficar se achando feia, ou de ficar desejando ter supostas riquezas materiais, vamos reconhecer toda a beleza e riqueza espirituais que temos, e nos regozijar nelas!