9 de outubro de 2019

Nossa inocência permanece

Um amigo começou a furtar mercadorias em lojas e me convenceu a fazer o mesmo. Isso aconteceu quando éramos pré-adolescentes. Roubávamos de grandes lojas, basicamente doces ou revistas em quadrinhos. Eu me havia convencido de que, como eram lojas ricas, não estávamos fazendo muito mal. Mas um dia, eu fui pego. Não foi em nenhuma dessas grandes lojas. Foi numa banca de revistas do meu bairro. Eu ia lá desde que nos havíamos mudado para o bairro. Os proprietários me conheciam desde que eu tinha três anos. Senti as pontadas do remorso.
Sou grato em dizer que o choque daquele sentimento, juntamente com a reação firme, porém misericordiosa, do casal me fez parar, para sempre, de roubar em lojas. Mas essa experiência me ensinou que o remorso é uma emoção muito poderosa.
Por mais desconfortável que seja esse estado mental, ele indica um movimento na direção certa. Deus pode, e realmente nos salva de nossos erros e arrependimentos, e o remorso é quando começamos a abrir nosso coração para essa ajuda essencial. Essa ajuda vem por meio do Cristo, que é o poder redentor do amor infinitamente misericordioso de Deus, vividamente demonstrado por Jesus, ao curar os que estavam doentes e reformar os que se encontravam presos a falhas de caráter. O Cristo faz brilhar a inocência inata de todos nós como imagem e semelhança de Deus.
O desafio é que a consciência que temos dessa inocência divina pode parecer fraca, frente ao clamor de motivos errados e lembranças ruins - mentalidade essa que apenas aparenta ser nossa mente. Nossa verdadeira mentalidade é espiritual e é a manifestação da Mente divina, cuja perspectiva é a de que somos sempre inocentes, com uma inocência que é mais do que a ausência de culpa. Falando da Verdade divina, que é outro nome para Deus, Mary Baker Eddy, escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “A inocência e a Verdade vencem a culpa e o erro” (568:1).
A maioria de nós admitiria que não teve uma jornada livre de qualquer desvio, ao longo do caminho do crescimento espiritual. Porém, nossa vida real permanece inocente aos olhos do nosso Criador. Podemos dar provas disso cada vez mais, com palavras e ações reformadas, à medida que progredimos para uma maior compreensão de nossa inocência original e eterna, como filhos e filhas de Deus.
Testemunho de Tony Lobl, de Londres, Inglaterra, publicado originalmente no podcast "Daily Lift". Aqui está o link: https://www.christianscience.com/pt/a-cura-crista-nos-dias-de-hoje/daily-lift/our-innocence-remains-por

10 de janeiro de 2019

Como orar a Deus?


Orar não é pedir para Deus fazer a nossa vontade, é ceder à vontade de Deus, que é sempre “boa, agradável e perfeita” (Romanos 12:2). Orar não é barganhar com Deus, como se ele fosse um ser humano: “Ó, Deus, se Você fizer isso pra mim, eu prometo que faço aquilo”. Orar não é gritar pra Deus ouvir. É reconhecer que Deus é “a Mente que tudo ouve e tudo sabe, e que sempre conhece todas as necessidades do homem e as satisfaz” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 7). Orar é se calar e deixar Deus falar. Orar estar em comunhão com Deus.

Existem várias maneiras de orar. Vamos pensar em algumas delas? 

Pedir.
A oração de petição é a mais comum. Mas o que devemos pedir a Deus? Coisas materiais? Dinheiro, namorado, emprego? Não. Não precisamos pedir uma coisa específica, porque “Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que Lho peçais” (Mateus 6:8). Não precisamos informar algo à Mente que sabe tudo. Deus sabe melhor do que nós aquilo que realmente precisamos, e Ele já está suprindo essa necessidade do jeito dEle, não do nosso.

Portanto, nossa oração não deve ser: “Deus, por favor, faça a minha vontade!” É melhor seguir o exemplo de Jesus e pedir “Pai, faça-se a Tua vontade e não a minha”. Isso porque a vontade de Deus é bem melhor e vai nos abençoar muito mais do que nossa vontade limitada pode conceber naquele momento. 

O que mais podemos pedir a Deus? Que tal pedir inspiração? Esta é a melhor coisa que podemos pedir. “Pai, o que eu preciso saber agora? Qual é a mensagem divina que Você tem pra mim agora?” Depois de pedir, é fundamental ouvir o que Deus tem a nos dizer. 

Ouvir.
Outro jeito de orar é simplesmente ouvir a Deus. Mas como podemos ouvir a Deus? Primeiro temos que ficar quietos, parar de dar atenção aos sentidos materiais e a nossos próprios pensamentos e preocupações. Depois temos de nos volver a Deus com todo nosso coração, ou seja, voltar o nosso pensamento inteiro a Deus, e tentar ouvir o que Ele tem a nos dizer. 

Acredite, Deus está falando conosco o tempo todo. Nós é que precisamos estar atentos para ouvi-Lo. Mas não espere ouvir uma voz material, pois Deus é Espírito. Ele se comunica conosco através de pensamentos. Ele nos dá as ideias que precisamos ouvir. “Deus te dá Suas ideias espirituais, e elas, por sua vez, te dão suprimento diário” (Mary Baker Eddy, Escritos Diversos, p. 307). 

Quando precisamos de conforto, é maravilhoso ouvir a Deus dizendo “Não temas, que Eu te ajudo” (Isaías 41:13). É comum que Deus se comunique conosco através de trechos bíblicos. Eu, por exemplo, sempre ouço Deus me dizendo: você é “meu filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:17). 


Estudar.
Quando estudamos a Ciência Cristã, estamos orando. Ao ler a Bíblia, Ciência e Saúde, o Arauto, a Lição Bíblica, assistir palestras, escutar testemunhos... nós estamos alinhando nosso pensamento com Deus, entrando em sintonia com Ele, e isso é uma excelente forma de oração.  Mary Baker Eddy nos lembra que “a letra e a argumentação mental” são “auxiliares humanos para ajudar a pôr o pensamento em concordância com o espírito da Verdade e do Amor, que cura o doente e o pecador” (Ciência e Saúde, p. 454).

Negar o erro e afirmar a verdade.
É a “argumentação mental” citada no trecho acima, e é uma oração típica da Ciência Cristã. Negar o mal e afirmar o bem. Negar aquilo que Deus não criou, e afirmar a perfeição da criação de Deus. Negar o que os sentidos materiais nos dizem e afirmar a verdade divina, que aparentemente é invisível, mas que vem à tona quando devidamente conhecida e reconhecida. Esse processo de pensamento nos ajuda a vencer o medo do mal, substituindo-o pela esperança e confiança em Deus, o Bem.

Ver.
Ver espiritualmente é uma forma de oração. Ou seja, buscar enxergar a verdade divina que está por trás da fachada do erro material. Ver o filho de Deus, santo e saudável, por trás do que parece ser um homem pecador e doente. Deus vê espiritualmente e Ele nos deu essa visão espiritual, essa capacidade de ver por trás das aparências. 

Se achamos que isso é difícil, podemos pedir a ajuda de Deus, orando assim: “Pai, me ajude a ver essa pessoa como Você a vê, me ajude a vê-la com os Seus olhos!”. Provavelmente Jesus pedia essa ajuda ao Pai, pois sabemos que “Jesus via na Ciência o homem perfeito, que lhe aparecia ali mesmo onde o homem mortal e pecador aparece aos mortais. Nesse homem perfeito o Salvador via a própria semelhança de Deus, e esse modo correto de ver o homem curava os doentes” (Ciência e Saúde, p. 476). Nós também podemos enxergar espiritualmente e provar que essa visão espiritual traz cura.

Sentir.
Simplesmente sentir a presença de Deus, sentir o amor de Deus por nós, é orar. Podemos reconhecer que Deus é “o Amor, que está por baixo, por cima e em volta de todo ser verdadeiro” (Ciência e Saúde, p. 496). Esse reconhecimento consciente nos ajuda a sentir o amor de Deus nos envolvendo, nos protegendo, nos corrigindo, nos guiando e nos governando. Sentir Deus nos amando infinitamente é a melhor sensação que existe! E essa sensação eleva nosso pensamento e traz cura.

Agradecer
Orar não é só pedir, é também agradecer. Agradecer a Deus por todo o bem que Ele nos dá constantemente. Quando paramos para agradecer, nós percebemos melhor as bênçãos que Deus nos deu, e apreciamos mais essas bênçãos. Essa gratidão nos traz alegria genuína.

Quando estamos reclamando, ou preocupados com nossos problemas, podemos parar, reconhecer as bênçãos que Deus nos deu e agradecer por cada uma delas. Essa oração de agradecimento é eficaz para anular um estado mental de tristeza pelo passado ou medo do futuro, e para elevar nosso pensamento a Deus, que nos dá a inspiração exata para solucionar nossos problemas. 


Ceder e confiar.
É deixar a nossa vontade pela vontade de Deus. É parar de tentar delinear a solução do problema e deixar que Deus resolva. É confiar que Deus sabe mais do que a gente. É se render a Deus. É uma atitude mental que diz: “Deus, Você assume o controle agora”. Ceder envolve uma confiança completa em Deus, abandonar qualquer senso de que estamos separados dEle. É deixar de achar que conseguimos resolver o problema sozinhos, ou que os outros vão resolver, e entregar tudo nas mãos de Deus. É trocar a mente humana pela Mente divina. É deixar o ego (nosso ou dos outros) pelo Ego, Deus. É deixar o eu... pelo EU SOU. Isso é ceder e confiar. E isso é uma forma de oração.

Amar.
Orar é amar. Amar é orar. Quando amamos a Deus, nós estamos orando. Deus é nosso Pai-Mãe, que cuida de nós. Deus é nossa Mente, nosso Espírito, nossa Alma, nosso Princípio, nossa Vida, nossa Verdade e nosso Amor. Ele é Tudo para nós. Por isso é fácil amá-Lo, pois “Ele nos amou primeiro” (1 João 4:19). Nós sentimos esse Amor e retribuímos naturalmente amando-O de volta. 

Amar ao próximo como a si mesmo também é uma oração. Deus ama a todos incondicionalmente, igualmente e infinitamente. Quando amamos nosso próximo nós estamos nos unindo a Deus, o Amor. Unindo-nos à Deus, a Fonte infinita do amor, fica fácil amar mesmo quem não merece nosso amor, fica fácil perdoar. Amar refletindo o Amor divino é uma oração eficaz, que nos liberta de qualquer sentimento de ódio, mágoa ou rancor.

É natural alternarmos os diversos jeitos de orar. Por exemplo, se estamos com medo de alguma coisa, podemos negar o medo: “o medo não vem de Deus e portanto não tem poder sobre mim”. Depois afirmar a Verdade: “no Amor não existe medo, antes, o perfeito Amor lança fora o medo” (1 João 4:18). Depois é natural ouvir Deus nos dizendo: “Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a Minha destra fiel” (Isaías 41:10). Depois de ouvir essa linda mensagem divinal, a consequência natural é sentir o Amor infinito de Deus nos amando incondicionalmente. Essa sensação de estar protegido pelo Pai-Mãe Deus dissipa qualquer medo. Depois disso, podemos agradecer a Deus por ter nos livrado do medo, e nos dado coragem e paz. 

Outras orações
O livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras nos revela que existem ainda muitas outras formas de orar, como por exemplo: “O desejo é oração” (p. 1); “O esforço habitual para sermos sempre bons é oração incessante” (p. 4); “A oração coerente é o desejo de agir corretamente” (p. 9); “O desprendimento do ego, a pureza e o afeto são orações constantes” (p. 15); “Jesus orou; retirou-se dos sentidos materiais para revigorar o coração com panoramas mais luminosos, mais espirituais.” (p. 32). Isso nos mostra que orar pode ser mais fácil e natural do que pensamos, e que às vezes oramos sem nem perceber que estamos orando. E também mostra que pessoas que não se consideram religiosas também oram: quando se esforçam para ser boas, quando desejam agir corretamente, quando demonstram afeto... elas estão orando sem perceber.

O hino 298 do Hinário da Ciência Cristã começa assim: “Viste o Cristo? O Verbo ouviste? Sentes de Deus o poder?” Esse hino de Mary Baker Eddy indica três jeitos de orar já citados: ver, ouvir e sentir. E o hino continua: “A Verdade libertou, quem buscando a encontrou...” Ou seja, orar é buscar a Verdade que liberta. E podemos buscar e encontrar essa Verdade através das várias maneiras de orar. 

9 de setembro de 2018

Sujeitos a Deus, e a nada mais

 “O homem deve obediência a Deus, o Espírito, e a nada mais” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 481). Este trecho poderia ser traduzido de outras maneiras, que são interessantes de se considerar, como por exemplo: “O homem é tributário de Deus, o Espírito, e de nada mais”. “O homem está subordinado a Deus, o Espírito, e a nada mais”. “O homem está sob o controle de Deus, o Espírito, e de nada mais”. “O homem está sujeito a Deus, o Espírito, e a nada mais”.

Eu gosto de orar, reconhecendo que não sou subordinado ao corpo material. Eu sou senhor deste corpo material. Eu sou subordinado a Deus, o Espírito, e a nada mais. E Deus me deu domínio sobre o corpo.


Parece que estamos sujeitos à matéria: à comida, à poluição, ao frio, ao calor, a órgãos materiais, que podem não funcionar bem, a células cancerígenas, etc. Parece que tudo isso pode afetar nossa saúde. Mas a saúde é uma qualidade de Deus, que nós refletimos, e ela é inabalável e indestrutível. O homem real, espiritual, não está sujeito à matéria de nenhum tipo. Ele não está sujeito a doenças. Ele “está sujeito a Deus, o Espírito, e a nada mais”. Deus só causa o bem. Deus é o bem. E nós só estamos sujeitos ao bem, e a nada mais. 

Se fala muito de hormônios, que eles supostamente afetam nosso humor, podem causar instabilidade física e emocional, nos levar a ser agressivos, etc. Isso não é a verdade espiritual a nosso respeito, e nós não precisamos aceitar essas crenças. Nós, homens e mulheres, não estamos sob o controle de hormônios, cada um de nós “está sob o controle de Deus, o Espírito, e de nada mais”.

Dizem que estamos sujeitos a vírus, bactérias, e outros micro-organismos nocivos à nossa saúde. Isso é uma crença humana. A Ciência Cristã ajuda a elevar nosso pensamento à realidade espiritual de que não estamos sujeitos a tais micro-organismos, estamos sujeitos “a Deus, o Espírito, e a nada mais”. Estamos sujeitos ao Amor, à Vida, à Verdade, que nos dá saúde, harmonia, paz, equilíbrio, ordem, perfeição. Essa é a verdade espiritual a nosso respeito!


Parece também que estamos sujeitos a leis materiais: de que temos que dormir tantas horas, de que, com o passar do tempo, vamos envelhecer ou decair, de que certas circunstâncias causam doenças ou mal-estar. Isso são crenças, não verdades espirituais. A Bíblia diz que “o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é nosso legislador, o Senhor é o nosso Rei; Ele nos salvará” (Isaías 33:22). Nós somos regidos somente pelas leis espirituais que Deus outorgou. A lei da saúde, da santidade, da imortalidade, a lei do progresso, a lei da liberdade, a lei divina do ajustamento, a lei de que o suprimento sempre atende a demanda, a lei do bem. Essas são as verdadeiras leis que nos regem, e à qual estamos sujeitos.

Não estamos sujeitos a pessoas, a ladrões, a políticos corruptos. Estamos sujeitos “a Deus, a Verdade, o Amor, e a nada mais”. Vamos afirmar e reconhecer essa verdade espiritual para nós e para todos! 

Lembrando que isso não é fugir da realidade. Isso é fugir da irrealidade e ir para a realidade. Escapar da irrealidade material e refugiar-se na realidade espiritual. Isso nos trás conforto, paz, proteção e cura!


29 de março de 2018

Armados... de Amor

Frequentemente se reacende o debate em relação ao desarmamento ou ao direito de possuir uma arma para autodefesa.

Quem não tem uma arma às vezes pode sentir-se desprotegido, incapaz de defender-se de ladrões. Quem tem uma arma em casa teme que seus filhos a achem e, brincando, façam algo errado. Quem carrega uma arma consigo, ou no carro, corre o risco de ficar com raiva e fazer alguma besteira da qual se arrependerá depois. Conclui-se que tanto a pessoa que tem como a que não tem uma arma sente-se insegura.

No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy nos apresenta um jeito radicalmente diferente de se armar. Referindo-se a Cristo Jesus, ela escreveu: “O ‘homem de dores’ foi quem melhor compreendeu a nulidade da vida e da inteligência materiais e a poderosa realidade de Deus, o bem, que inclui tudo. Eram esses os dois pontos cardeais da cura-pela-Mente, isto é, da Ciência Cristã, que o armaram de Amor” (p.52).


Em vez de carregar armas materiais, Jesus armava-se com a compreensão da Verdade e do Amor divinos. Dentro e fora de casa, em todos os momentos, ele andava armado com o Amor. Isso possibilitou-o a agir corretamente, ou simplesmente a não reagir, quando ele era desafiado ou provocado.

Quando aprendi essas ideias, resolvi colocá-las em prática. Eu aprecio muito o silêncio de minha casa, principalmente quando estou estudando, orando ou dormindo. Mas, às vezes, sou interrompido ou despertado por um carro que passa com o som excessivamente alto, ou por uma motocicleta com motor barulhento, ou por gente gritando na rua. Fico muito bravo quando isso ocorre, às vezes xingo e fico me remoendo de raiva devido à falta de respeito por parte dessas pessoas.

Porém, quando resolvi ficar com o pensamento armado de Amor, isso me possibilitou perdoar instantaneamente essas pessoas, livrar-me da raiva e manter-me em paz. Estar armado de Amor me trouxe bênçãos instantâneas.

Quadro de Augusto Sanchez - Saatchi Art

Armado com o Amor eu sou capaz de espontaneamente ajudar uma pessoa na rua, sem ficar pensando “será que devo ou não devo ajudar”. Eu simplesmente ajudo.

Armado com o Amor eu fico livre do medo, pois “no Amor não existe medo; antes, o perfeito Amor lança fora o medo” (1 João 4:18).

Sim, o Amor é uma excelente arma que podemos carregar sempre conosco, usar em todas as situações e ensinar nosso filhos a usar também. Uma arma eficaz para trazer o bem à tona em todas as situações.


22 de fevereiro de 2017

de Deus receber e dar


“Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai” (Mateus 10:8). A frase “de graça recebestes, de graça dai” pode ter três significados diferentes.

O primeiro é o mais óbvio: de graça, ou seja, sem pagar nada, você recebeu sua compreensão espiritual da Verdade e do Amor que curam, portanto dai aos outros esta mesma compreensão sanadora, sem cobrar nada.


O segundo significado vem do trecho em inglês: "Freely ye have received, freely give", “livremente recebestes, livremente dai”. Ou seja, livremente (sem limitações) recebemos de Deus tudo o que temos, portanto podemos dar livremente essa riqueza espiritual aos outros, dar nossa compreensão espiritual e nosso amor a todos, sem nos limitar.


O terceiro significado vem do original grego: “da graça recebestes, da graça dai”. Ou seja, da graça divina recebestes, da graça divina dai. Da fonte divina recebemos, da mesma fonte divina nós damos. O amor e o bem que damos aos outros não vêm de nós, vêm de Deus. Recebemos de Deus tudo o que temos, portanto dessa mesma fonte inesgotável nós damos aos outros. Com essa compreensão espiritual nós podemos fazer o bem sem nos prejudicar ou nos limitar. 


Tiramos o nosso ego do centro e colocamos o único verdadeiro Ego, o EU SOU, no centro de nossos pensamentos e de nossas ações. Deus é quem faz o bem para nós e através de nós. Quando achamos que nós somos a fonte do bem que fazemos, às vezes nos sentimos sugados pelas pessoas que nos pedem ajuda, ou cansados por tentar fazer bem sozinhos. Também é frequente nos sentirmos limitados em nossa capacidade de fazer o bem, ou frustrados por não conseguir fazer o bem que desejamos.

Mas se reconhecemos que Deus é quem faz o bem, seja através de nós ou através dos outros, isso nos liberta de um falso senso de responsabilidade, de ter que fazer o bem sozinhos, sem a ajuda do Pai.

Deus é o único Doador, o único que dá o bem a todos. Quando compreendemos isso, nos sentimos livres para receber e para dar o bem divino, sem limitações.


16 de fevereiro de 2017

O exterminador do erro


Eu gosto muito do filme “O Exterminador do Futuro”, com Arnold Schwarzenegger. No filme, o exterminador é forte, eficiente e nunca desiste até cumprir sua missão. De maneira similar, a Ciência Cristã revela que existe um “exterminador do erro”, que também é implacável, poderoso e extremamente eficiente em destruir o erro, independente do disfarce com que este se apresente.

Sabemos que o erro não é pessoa, nem lugar, nem coisa, mas é simplesmente uma crença em um poder separado de Deus, que tenha capacidade de nos prejudicar. O exterminador do erro também não é uma pessoa, nem é uma máquina ou um robô vindo do futuro. Como o erro é só uma crença, o que pode ser mais eficiente para destruir uma crença? Ora, a verdade. Quando compreendemos a verdade, deixamos de acreditar no erro.

O livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, revela que “O exterminador do erro é a grandiosa verdade de que Deus, o bem, é a Mente única e de que o oposto hipotético da Mente infinita — chamado diabo, ou o mal — não é a Mente, não é a Verdade, mas é um erro, sem inteligência nem realidade” (p. 469).

Podemos orar com este trecho para vencer crenças específicas, como o ódio e a corrupção. A grandiosa verdade de que Deus, o Amor, é a Mente única extermina o erro de que haja mentes que odeiam. O ódio é irreal, pois Deus, o Amor, é Mente única.

A grandiosa realidade de que Deus, a Verdade, é a Mente única extermina o erro de que haja mentes corruptas ou desonestas. Essa verdade também extermina o erro de que haja pessoas burras e desatentas, que se deixem enganar. Todos os filhos de Deus refletem a Mente única e expressam inteligência, sabedoria, honestidade e integridade. Nenhum filho de Deus engana ou é enganado.

O fato espiritual de que Deus é a Mente única extermina todo tipo de erro: a preguiça, a apatia, os vícios, o egoísmo, a intolerância, a ineficiência, o medo, etc. Se a Mente não tem preguiça (porque Deus é Oni-ação), eu, que sou a manifestação da Mente, também não sinto preguiça. Se a Mente não tem medo (pois perfeito Amor lança fora o medo), eu também não sinto medo.

O exterminador do erro também extermina a doença. A Ciência Cristã revela que a doença não é uma verdade, mas simplesmente uma crença. E quem acredita na crença? A mente mortal, ou seja, a crença em uma mente separada de Deus. A mente mortal acredita na doença, fica com medo dela e sem querer projeta a doença no próprio corpo, que é uma manifestação exteriorizada da mente mortal. Portanto não haveria doença se não houvesse uma mente mortal pra acreditar, temer e projetar a doença no corpo. E o “exterminador do erro” destrói a crença em uma mente mortal, pois ele revela “a grandiosa verdade de que Deus, o bem, é a Mente única  e de que o oposto hipotético da Mente infinita” — a chamada mente mortal — “não é a Mente, não é a Verdade, mas é um erro, sem inteligência nem realidade”.

A partir de agora, então, vamos sempre nos lembrar do “exterminador do erro”, e saber que ele extermina o pecado, a doença e a morte, e nos ajuda a desfrutar plenamente da saúde, da santidade e da imortalidade que são inatas a todos os filhos de Deus.