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5 de agosto de 2014

O homem é sujeito a Deus, e a nada mais


Esta manhã eu li o seguinte trecho do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy: “O homem deve obediência a Deus, o Espírito, e a nada mais” (p.481).

Conhecendo o original em inglês, sei que este trecho poderia ser traduzido de mais duas formas: “O homem está sob o controle de Deus, o Espírito, e de nada mais” ou “O homem é sujeito a Deus, o Espírito, e a nada mais”.

Assim, percebi que este trecho pode ser desdobrado em diversas orações de negação do erro e afirmação da Verdade para nós e para toda a humanidade. Eis alguns exemplos:

Eu não devo obediência ao corpo material, com suas vontades e caprichos. Eu só devo obediência a Deus, o Espírito, e a nada mais.

Eu não devo obediência às supostas leis materiais. Eu só devo obediência a Deus, o Princípio, e às Suas leis divinas de saúde, santidade, suprimento, harmonia, liberdade e imortalidade.

Eu não sou sujeito ao tempo (ao envelhecimento ou ao declínio). Eu só sou sujeito à Vida eterna, incorpórea, incansável, inesgotável, infinita.

Eu não estou sujeito ao clima (frio, calor, chuvas, ar seco, etc.). Eu só estou sujeito à atmosfera salutar do Amor divino que enche todo o espaço. Eu só estou sujeito à atmosfera mental saudável proporcionada pela Mente divina e Seus pensamentos.

Eu não sou sujeito ao desânimo. Eu sou sujeito a Deus, a Alma, que me anima a todo momento.

Eu não sou sujeito ao medo. Eu só sou sujeito a Deus, o perfeito Amor, que lança fora o medo. Esse Pai-Mãe sempre presente me conforta e me encoraja a todo instante.

Eu não estou sob o controle de hormônios. Eu estou sob o controle carinhoso do Espírito, que me liberta da crença de que hormônios tenham influência sobre mim.

Eu não estou sujeito a pessoas. Eu só sou sujeito a Deus.
No trabalho, eu não estou sujeito a meu chefe humano, eu só estou sujeito a Deus, o Chefe supremo de todos. Todos estamos sob o controle dEle.
Em nosso país, não estamos sujeitos a governantes humanos. Nós só estamos sob o controle de Deus, o Governador supremo, que governa a todos com perfeita sabedoria, amor e justiça.

Eu não estou sujeito a acidentes. Eu só estou sujeito à direção infalível de Deus.

Eu não estou sujeito à desonestidade. Eu só sou sujeito à Verdade e à perfeita honestidade e integridade que Ela manifesta em todos os Seus filhos.

Eu não sou sujeito ao erro. Eu só sou sujeito à Verdade que destrói o erro.

Eu não estou sujeito ao ódio, nem à violência psicológica ou física. Eu só sou sujeito ao Amor divino, que me envolve e me protege como uma armadura impenetrável.

Eu não estou sob o controle da minha própria mente humana, com suas aparentes limitações, crenças e defeitos. Eu só estou sob o controle da Mente divina, que me corrige e me governa, que me inspira o caminho, que, na hora certa, me revela tudo o que eu tenho que saber e fazer.

Eu não sou sujeito a crenças coletivas, nem ao que os outros pensam a meu respeito. Eu só sou sujeito ao que a Mente divina pensa e sabe a meu respeito.

Eu não estou sujeito à influência de outras pessoas, da mídia ou da cultura. Eu só estou sujeito à “influencia divina, sempre presente na consciência humana” (Ciência e Saúde, p.xi). Eu só estou sujeito à Mente divina e a Suas ideias boas, puras, verdadeiras e poderosas, que ocupam todo o meu pensamento a todo momento.

Eu não sou sujeito ao contágio. Eu só sou sujeito à saúde contagiante de Deus. Eu só estou sujeito às ideias saudáveis e salutares que vêm de Deus para mim e para todos.

Eu não estou sujeito a doenças. Eu só estou sujeito a perfeita saúde que é uma qualidade poderosa de Deus, e que é refletida por mim e por todos.

Eu não sou sujeito ao pecado. Nem ao meu pecado, nem ao dos outros. Eu só sou sujeito a Deus e à Sua santidade que é manifestada por todos os Seus filhos.

Eu não sou sujeito à morte. Eu só sou sujeito à Vida que é Deus, imortal, eterna, indestrutível, infinita.

Eu não estou sujeito à falta ou à carência. Eu só estou sujeito ao Amor divino, que sempre satisfaz a toda necessidade humana.

Eu não estou sujeito ao mal, sob nenhum disfarce. Eu sou sujeito a Deus, o bem onipresente, onisciente, onipotente... e a nada mais.

Fiquei maravilhado ao perceber como esse simples trecho de Ciência e Saúde pode ser desdobrado de diversas maneiras e transformado em uma oração prática e completa, que nos abençoa muito.


24 de março de 2014

Somos feitos de Amor

A Bíblia revela que Deus criou o homem e a mulher à Sua imagem, conforme a Sua semelhança (Gênesis 1:26). Portanto somos feitos da mesma substância de que Deus é feito. Deus é Amor. Portanto, nós somos feitos de Amor. Ali onde as pessoas veem o corpo material que nos representa, na verdade só existe amor, que reflete o Amor. Deus é a fonte do nosso ser. Somos inteiramente feitos de Amor.

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não arde em ciúmes, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor, não se ressente do mal.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha. O amor jamais acaba.”
(1 Coríntios 13:4-8, com trechos de duas traduções: Nova versão Internacional e Almeida Revista e Atualizada).

Eu gosto de orar com esse trecho bíblico, reconhecendo que tudo o que é verdade a respeito do amor, também é verdade a meu respeito. Portanto, eu sou paciente, bondoso, não invejo, não sinto ciúmes, não me vanglorio, não tenho soberba, não maltrato, não sou inconveniente, nem egoísta, nem raivoso, nem rancoroso, nem ressentido. Eu rejeito a mentira e me alegro com a verdade. Eu persevero, eu creio, eu espero em Deus, e eu suporto todo tipo de desafios sem desanimar. Sob a direção infalível de Deus, eu nunca falho. E eu não tenho fim, pois o Amor jamais acaba. A própria substância do meu ser é o Amor imortal e infinito.

O amor não fica doente, não envelhece, não se desgasta, não se machuca, nem se cansa. Tudo isso é verdade a meu respeito também. Mesmo que os sentidos materiais me digam o oposto, eu sei em meu coração que essa é a verdade espiritual e divina sobre mim, pois eu sou filho do Amor. Eu sei também não preciso ter medo de nada, pois “o perfeito Amor lança fora o medo” (1 João 4:18).


Essas ideias sempre me ajudam. Hoje de manhã, por exemplo, estava cansado, com preguiça e dificuldade de acordar. Então me lembrei que sou a imagem do Amor. E esse Amor não se cansa nem tem preguiça. Imediatamente senti mais ânimo para levantar e começar meu dia.

Depois, lendo o jornal, senti vontade de odiar políticos e criminosos retratados nas notícias. Mas logo me lembrei que o Amor não odeia, por isso eu também não odeio ninguém. Eu sou feito de puro amor e só posso amar. Isso ajudou a elevar meu pensamento acima do erro e me trouxe paz interior.

Certa vez estava preocupado, achando que a mãe da minha namorada não gostava de mim. Mas então lembrei: eu sou a imagem do Amor. Ela há de perceber minhas qualidades e ter apreço por mim. Isso acalmou meu pensamento e me inspirou a agir naturalmente na presença dela. Com o passar do tempo, percebi que ela passou a mostrar mais carinho por mim.

Outras vezes fui tentado a pensar que estava envelhecendo. Mas logo lembrei que o Amor não tem idade e não envelhece. Como sou feito de Amor, eu também não envelheço. A passagem do tempo não afeta a Deus, o Amor eterno, e portanto não afeta a mim, Sua imagem e semelhança. Lembrar disso me encoraja a fazer atividades físicas sem medo, exercendo o domínio que Deus me deu sobre o corpo.

Esse é um fato espiritual. Todos nós somos todos feitos de Amor. E podemos nos regozijar com essa verdade maravilhosa.

20 de dezembro de 2013

Deus é quem nos faz

Quem foi que me fez? Que fatores determinam o que eu sou hoje? A resposta comum seria: Meus pais me fizeram. A união de um óvulo com um espermatozoide me gerou. Meus genes, o ambiente em que eu cresci, a educação que recebi, o que aconteceu na minha experiência humana... tudo isso determina quem eu sou hoje.

Porém, a Bíblia afirma algo radicalmente diferente: “Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele quem nos fez, e dEle somos” (Salmos 100:3). Deus é o nosso criador. Ele é nosso Pai e Mãe verdadeiros. Foi Ele quem nos fez, não nossos pais humanos, não os genes, o ambiente ou a educação.


Podemos dizer que Deus é quem nos faz, pois somos o reflexo de Deus. Nós refletimos o que Deus é agora. Esse reflexo se renova constantemente, seguindo sempre nosso Original, que é Deus. O nosso reflexo no espelho só reflete o que nós somos agora, não o que éramos no mês passado, ou anos atrás. Da mesma forma, nós refletimos agora o que Deus é. E sabemos que Deus é Amor, Vida, Verdade, Mente, Espírito, Alma e Princípio. Foi Ele quem nos fez, e nos faz agora, e dEle somos.

No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy confirma essa verdade, reconhecendo que “Deus é o único autor do homem” (p.29). Não é um conjunto de fatores que determina quem somos, mas um único fator, Deus. Nossa família ou nossa história humana não determina quem somos hoje. Só Deus determina quem somos, pois Deus é único autor do homem.


Consideremos um raio de sol. Ele é gerado constantemente pelo sol. Ele não carrega nada do passado, pois o raio é novo a cada instante, é gerado e alimentado pelo sol a todo momento. Ele só transmite as qualidades de sua fonte. Ele só é o que o sol é. Nada menos. Da mesma maneira, nós somos gerados por Deus a todo instante, somos eternamente novos, manifestando o que Deus é.

Tive a oportunidade de colocar em prática essas ideias quando estava me exercitando na academia do meu prédio. Tive vontade de fazer um certo exercício físico bem difícil de se fazer, em que seguro-me numa barra e elevo meus pés até o alto, repetidas vezes. Alguns meses atrás, ao tentar fazer esse exercício, eu senti muita dor no braço. Por isso nunca mais tentei fazer esse exercício de novo. A dor que senti naquele dia traumatizou meu pensamento. Quando pensava em fazer o exercício, sentia medo e desistia.


Porém, desta vez senti o desejo sincero de expressar o domínio que Deus me deu sobre meu corpo. Lembrei que eu sou gerado por Deus a cada instante. Sou novo a todo instante. Não preciso carregar marcas de um passado humano. Tais marcas são só um sonho mortal. Não fazem parte de minha identidade espiritual. Não fazem parte de quem eu realmente sou agora. Eu sou o que Deus é, a todo instante, pois Ele é quem me gera, do Seu próprio Ser infinito. Eu não posso ser diferente de Deus, e Deus não tem medo de nada. Ele nem sabe o que é medo.

Pensando assim, eu me livrei do temor e tentei fazer o tal exercício. Procedi com cautela, mas logo vi que conseguia fazer o exercício sem dificuldades e sem nenhuma dor.  Fiquei muito feliz por isso.


Essa é uma demonstração pequena, mas prova uma grande verdade: que Deus nos faz a todo instante. Nós somos sempre novos, gerados por um Princípio eterno, o Amor infinito. É Ele quem nos faz, e dEle somos.


22 de agosto de 2013

O que é de Deus não se perde



Gostaria de compartilhar a inspiração que tive ao estudar o seguinte trecho do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy:

“Se a ilusão disser: ‘perdi a memória’, contradize-a. Nenhuma faculdade da Mente se perde” (p. 407).

Percebi que não é comum ouvirmos a afirmação: “perdi a memória”, mas é muito comum falarmos ou ouvirmos a declaração similar: “esqueci”. Então, podemos utilizar esse trecho assim: “Se a ilusão disser: ‘esqueci’, contradize-a. Nenhuma faculdade da Mente se perde”.

A memória é uma das faculdades da Mente divina, e nós refletimos por completo essa Mente. Não há um aspecto dela que não manifestamos integralmente, pois somos a imagem e semelhança de Deus. Lembrando dessa verdade nós podemos rejeitar a crença de que esquecemos algo importante, ou de que nossa memória possa ser falha ou limitada. Deus sabe tudo e lembra de tudo o que é real. Por sermos o reflexo de Deus, por sermos unidos a Deus, nós também refletimos essa capacidade. Nada pode nos tirar isso. Nada pode tirar de nós uma capacidade que Deus nos deu. A capacidade de lembrar o que precisamos lembrar.


Também gosto desse trecho porque ele refuta a crença de que envelhecemos e perdemos algumas faculdades.  A passagem pode se desdobrar em várias outras similares, como por exemplo: “Se a ilusão disser: ‘perdi o entusiasmo’, ou ‘perdi o vigor’, ‘perdi a saúde’, ‘perdi o equilíbrio’, ‘perdi o domínio sobre o corpo’, contradize-a. Nenhuma faculdade da Mente se perde.” Nosso verdadeiro ser não envelhece porque Deus não envelhece, e é nEle que temos o nosso ser. Todas as vibrantes qualidades de Deus são nossas também, para sempre. A saúde, a vitalidade, a força e a inteligência que Deus nos deu jamais diminuem ou se perdem. São qualidades eternas de Deus, refletidas eternamente por nós.

Podemos inclusive aplicar esse trecho para vencer muitas outras crenças.
“Se a ilusão disser: ‘perdi o suprimento’, contradize-a. Nada que é concedido por Deus, o infinito sustentador, se perde.”
“Se a ilusão disser: ‘perdi a paz’, contradize-a. Nenhuma benção concedida por Deus se perde.”
“Se a ilusão disser: ‘perdi o afeto por tal pessoa’, contradize-a. Nenhuma faculdade do Amor se perde.”

Se achamos que perdemos algo, podemos orar com essas verdades para superar a ilusão de perda e compreender que tudo o que Deus nos dá jamais pode se perder.

15 de julho de 2013

A Regra da Harmonia Perpétua



Acredita-se que a harmonia e a saúde sejam entremeadas por períodos de doença e desarmonia. Também acredita-se que, a partir de certa idade, a saúde e o vigor entrem em um processo de declínio.

Isso é o que muitas pessoas acreditam como sendo verdade. Mas o que é que Deus sabe sobre isso? Por acaso o Deus Todo-Harmonioso sofre períodos de desarmonia? Será que a passagem do tempo afeta de alguma maneira a harmonia de Deus? É claro que não. E como o homem é feito à imagem e semelhança de Deus, o que é verdade para Deus também é verdade para o homem. Como reflexo de Deus, o homem e a mulher têm o direito e o privilégio de desfrutar da harmonia plena, livre de doenças ou de declínio.

Na página 381 do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy escreve: “Exilemos a doença como a um proscrito e atenhamo-nos à regra da harmonia perpétua — a lei de Deus.” Estudando esse trecho podemos entender que a regra de Deus não é a suposta regra da harmonia intermitente, nem a falsa regra da harmonia declinante. Deus, com todo o Seu amor infinito por nós, estabeleceu a “regra da harmonia perpétua”, e essa é a “lei de Deus”, uma lei que nada nem ninguém pode revogar. Estamos todos sujeitos a essa lei da harmonia.

O trecho citado acima continua assim: “Assiste ao homem o direito moral de anular uma sentença injusta, sentença que jamais foi imposta pela autoridade divina.” Então, se parece que fomos sentenciados a ficar doentes, ou a envelhecer, temos “o direito moral de anular” essa “sentença injusta”, pois não estamos sujeitos às crenças do homens, erroneamente chamadas de leis. Estamos sujeitos unicamente a Deus e à Sua lei, ou seja, à regra da harmonia perpétua. Podemos confiar e nos regozijar nisso.