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10 de setembro de 2014

Aos olhos divinos


Andressa Guterres

Eu sempre admirei a beleza que as pessoas expressam através do olhar. Por várias vezes, me senti muito grata por ter a capacidade de ver as coisas e de me emocionar com elas. Um dia, visitando a Pinacoteca de São Paulo, por um momento em meio a obras e a tanta beleza, senti meu coração grato por ser capaz de perceber tanta beleza mesmo nos pequenos detalhes das obras, em traços que para outras pessoas possam parecer insignificantes, para mim significava cuidado, perfeição, destreza, concentração e outras tantas qualidades que encontramos em Deus.
Os olhos desempenham muitas outras funções, não apenas a de transmitir a imagem que se apresenta em nossa frente. São amplas as funções que eles exercem. Os olhos veem, sentem, percebem. Há quem diga que os olhos são o reflexo da Alma. E são mesmo, porque eles expressam a visão espiritual e por meio deles podemos romper com a aparência humana e mortal e desviar o olhar para a direção certa, para ver como Deus vê. E Ele nos vê como seres perfeitos, pois refletimos todas e cada uma de Suas qualidades.
Contudo, por vezes acontecem algumas situações que nos permitem pôr a prova todas essas Verdades sobre a Mente infinita, sobre Deus e Sua criação.
No inicio desse ano, participei do Simpósio Igreja Viva em São Paulo. O evento iniciou numa sexta-feira e, como moro em Porto Alegre, tinha planejado embarcar na véspera. Foi quando, ao me arrumar em frente ao espelho, cerca de 1h30min antes de me dirigir ao aeroporto, percebi uma mancha de sangue no meu olho direito. No primeiro momento fiquei muito preocupada. Liguei para alguns parentes próximos e todos, com muito amor, me aconselharam a não embarcar. Mas isso não parecia ser o que Deus tinha planejado para mim naquele momento. Foi então que resolvi ligar para uma praticista e contar o que havia acontecido. Sua certeza em afirmar que minha visão é espiritual me fortalecera imediatamente. Não restaram dúvidas, continuei com meus planos e fui até o aeroporto. No caminho, minha filha, que também é aluna da Escola Dominical, disse “Mamãe pode ir, por que Deus está cuidando do seu olhinho”.
No dia seguinte quase nem se notava a mancha de sangue no meu olho, a crença de que esse vazamento poderia se espalhar foi anulada com a Verdade, e eu consegui participar do evento e receber todas as bênçãos que estavam disponíveis nesse dia.
Sou muito grata a Deus por nos dar provas de Seu amor incondicional e imutável. Por estar sempre presente, e por enviar anjos sem que os percebamos. Agradeço à praticista por sua postura firme contra o erro e por me mostrar que não há nenhuma realidade a não ser a divina.





3 de julho de 2014

Como tomar boas decisões?

  •  “Preciso tomar uma decisão importante, mas não tenho a menor ideia do que fazer.”
  •  “Tenho pouco tempo para escrever um paper da faculdade, mas nem sei por onde começar.”
  •  “Entro em uma reunião de trabalho em meia hora, mas não estou certo de como devo me conduzir.”
  •  “Estou no supermercado cercado de produtos atraentes, mas me sinto confuso sobre o que comprar.”
Provavelmente, muitos de nós já passamos por situações semelhantes. Na hora de tomar uma decisão, seja ela pequena ou grande, sentir dúvida ou insegurança só atrapalha. Quem não deseja se conduzir de forma conveniente, tomar decisões acertadas e proceder de maneira inteligente?


Longe de pretender dar dicas sobre o que fazer em situações específicas, algo que tenho experimentado ser de grande valia nesses momentos é reconhecer o nosso direito inato de expressar o discernimento.

Discernir significa, entre outras coisas, a capacidade de “ver distintamente; discriminar, distinguir, conhecer; avaliar bem.” Expressar discernimento nos conduz sabiamente, traz aquela sensação de paz por ter feito algo correto e nos dá clareza na realização das nossas atividades, de modo que elas sejam não apenas bem sucedidas, mas também abençoem outras pessoas.

Mas seria o discernimento uma característica humana e individual, que alguns detém e outros não? Que alguns expressam mais e outros menos?

Longe disso. O discernimento é uma qualidade espiritual, que pertence a Deus, a Mente divina. Como Sua imagem e semelhança, todos nós temos o direito de expressar, de refletir, essa qualidade tão importante.

Mas como alcançar esse ponto? Mary Baker Eddy, no livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, indica alguns passos muito importantes:

“Um conhecimento da Ciência do existir desenvolve as faculdades e possibilidades latentes do homem. Estende a atmosfera do pensamento, dando aos mortais acesso a níveis mais amplos e mais elevados. Esse conhecimento eleva o pensador a seu ambiente natural de discernimento e perspicácia.” (p. 128)

Quão importante é dar consentimento ao fato de que todos somos pensadores e podemos nos elevar ao nosso ambiente natural de discernimento e perspicácia! Aceitar mentalmente que isso é possível abre as portas para sua demonstração.

Mas o que acontece quando o oposto do discernimento – ou seja, a dúvida, a confusão, o medo – parecem predominar no pensamento? Muitas vezes parece fácil se deixar levar por pensamentos como: “comigo nunca dá certo”, “eu não sou capaz”, “sou uma pessoa indecisa, sempre fui assim” etc.


Em minha própria experiência tenho percebido que se deixar levar por pensamentos como esses significa esquecer qual é a origem das qualidades que expressamos, seja na forma de discernimento, de inteligência, de criatividade ou de qualquer outra qualidade espiritual. Você já percebeu como pensamentos voltados ao ego como “eu faço”, “eu sou bom”, “eu decido” podem facilmente se transformar no outro extremo: “eu não sou capaz” “eu não consigo”?

Mas não pense que eu estou sugerindo aqui uma posição intermediária entre esses dois extremos. Muito pelo contrário. A chave para que nossas atividades sejam bem sucedidas e realizadas com discernimento é seguir o exemplo de Jesus, o oposto de tudo aquilo que tem sua base no ego pessoal. Certa vez, ao ser chamado de “Bom Mestre”, Jesus aproveitou para ensinar algo muito importante sobre a origem de todo o bem que expressamos. Ele disse: “Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus.” (Mateus 19:17)

A certeza de que toda a inteligência, perspicácia e discernimento estão sempre presentes e pertencem exclusivamente a Deus, o único “Eu sou”, é a humildade necessária que abre as portas para toda a atividade bem sucedida. É dessa forma que podemos usufruir das possibilidades infinitas de expressão da inteligência divina e abençoar não apenas a nós mesmos, mas expandir essas bênçãos para aqueles que nos cercam.

Então, seja em uma decisão importante que precisar tomar, em uma prova escolar, numa reunião de negócios ou em uma simples compra no supermercado, reivindique o seu direito inato de expressar o discernimento. E esteja atento, porque as respostas corretas certamente virão e trarão consigo muitas bênçãos.


Artigo originalmente publicado no Blog Tamara Grigorowitschs, CS

22 de junho de 2013

Reuniões de testemunhos da Ciência Cristã

Partilhando o passo à passo de nosso crescimento espiritual




Um dos meus hobbies prediletos é assistir a programas de culinária.

Eu me deleito com as receitas, com os “passo à passo”... Porém, se vocês pensam que eu sei cozinhar, se enganam, pois infelizmente não sei. Mas, apesar disso, eu realmente gosto desses programas, pois sinto como se estivesse preparando aqueles pratos maravilhosos.

Certo dia, assisti a um programa que tinha como convidada uma chefe de cozinha estrangeira. Ao iniciar o preparo de uma série de pratos, ela comentou que um deles seria muito difícil de fazer. Na verdade, ela disse que a preparação desse prato era sempre uma incógnita, pois nunca tinha certeza do resultado final. Fiquei super curiosa sobre esse tal prato e, para minha surpresa, ela anunciou que se tratava de .... Arroz.

Arroz? Puxa, esse eu sei fazer! Aliás, já fiz várias vezes, exclamei para comigo mesma.

Bem, a chefe fez todos os pratos, inclusive o arroz. E mesmo demonstrando um certo receio quanto ao resultado final, tudo deu certo.


Passado algum tempo, ao cozinhar o “básico” e preparar arroz, lembrei-me desse programa de culinária e da história dessa chefe. Nesse momento, senti uma enorme gratidão pelas reuniões de testemunhos realizadas regularmente nas igrejas da Ciência Cristã. E uma analogia me veio ao pensamento. Pensei que assim como eu poderia, com humildade, acalmar o medo dessa chefe, mostrando-lhe como faço o meu arroz e encorajando-a a seguir o passo à passo, as assim chamadas leis que aprendi em meu estudo da Ciência Cristã, permitem-me compartilhá-las nas reuniões de testemunhos. Pois se eu pude demonstrá-las em minha própria experiência, quer se trate de uma situação mais ou menos complexa, outros também o podem. As leis divinas não falham, não há medo, insegurança, dúvida ou incerteza que possam torná-las inoperantes.

Com nossos testemunhos, ajudamo-nos uns aos outros no passo à passo de nosso crescimento espiritual. Pois o que para um já foi demonstrado, para outro talvez ainda seja uma situação “a vencer”. E é assim que nos apoiamos mutuamente, que “cuidamos” uns dos outros, na igreja. Fortalecemos nossas “armas espirituais” em face aos “principados e potestades, contra os dominadores desse mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6: 12). Assim, por meio do fortalecimento de nossa compreensão de Deus e de Sua criação, as reuniões de testemunhos são um suporte coletivo importante para vencermos o medo, a insegurança, a dúvida, a incerteza, etc.

Além disso, qualquer participante que queira aprofundar sua compreensão espiritual pode entrar em contato com uma pessoa com maior experiência na prática dessas leis, alguém que possa orientá-lo em seu estudo e prática. Não é esse o papel de um praticista?

Pensando assim, de uma maneira simples, pude encher meu coração de alegria e gratidão pelos testemunhos apresentados em nossas reuniões semanais, pela vasta literatura da Ciência Cristã, pelo trabalho dos praticistas e de todos os membros das igrejas, que se apóiam mutuamente ao apoiar-se no amor do Cristo, que nunca falha, pois Deus é socorro sempre presente.


6 de maio de 2013

Reclame sua herança já


Às vezes nos deparamos com situações muito complicadas relacionadas a uma herança de bens materiais que temos que receber ou que pensamos que temos direito a ela. Em se tratando desse tipo de herança, quase sempre é necessário que haja a morte do antecessor para que o herdeiro receba a sua parte.

Uma passagem bíblica em João 10:29 diz:

“Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.”

A herança divina está presente agora e pode ser usada já. E é bem interessante saber que essa herança não se desgasta pois, pelo fato de Deus ser eterno, sua origem é inextinguível.

Se temos a consciência da herança divina das qualidades como inteligência, vigor, serenidade, clareza, humildade, propósito e as usamos, estamos usufruindo da herança.

Essa consciência traz consigo oportunidades de termos uma vida sem luta, rica em experiências e mais harmoniosa em nosso cotidiano e vivenciar a herança que já é nossa agora.